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Série: Minhas viagens – post 04/06 – Chile

Esse vai ser um post que me dará a maior alegria em produzir! Estive 3 vezes no Chile com objetivos diferentes, com pessoas diferentes para ver lugares diferentes, e em épocas diferentes. E nas três vezes que voltei do Chile, pensei: “como amo esse lugar!”

Se eu tivesse que trocar minha São Paulo, Santiago, a capital chilena, está sem dúvida no “Top 3” das cidades favoritas que conheci, onde eu moraria sem problema algum. Os motivos pra tanto amor, você vai conhecer e entender logo mais! ❤

Como eu comentei, estive 3 vezes no Chile. Ao todo, deve dar uns 50 dias de viagem. Então, pra não ficar um post muito longo e cansativo, eu vou dividir em três postagens, da forma mais detalhada possível essas 3 idas a esse país incrível, e que ainda tenho muito o que desbravar! Esse post vai ser organizado pelas minhas três viagens, da seguinte maneira:

  • Parte 01: Viagem de carro, de Santiago até Arica (2016)
  • Parte 02: Viagem turística (2017)
  • Parte 03: Turismo + estudos (2020)

Resolvi fazer assim para que vocês aproveitem mais da leitura e possam conhecer mais do Chile sem que eu perca detalhes. E as fotos…? Para não estragar as narrativas, não darei spoilers! Fotos só nos próximos posts!

Já pela divisão da postagem em 03 partes, dá pra imaginar o tanto de coisa que eu tenho para falar e como foram muito diferentes as experiências. De uma forma geral, o que posso comentar antes de abrir a experiência com a parte 01, é que o Chile é um lugar que merece muito ser visitado e revisitado.

Listei 10 motivos (a partir das minhas experiências e não de listas da internet) para te convencer a visitar o Chile:

1. Paisagens e fauna maravilhosas – Cordilheira dos Andes, Deserto do Atacama, Oceano Pacífico, praias, arquitetura… Não é difícil encontrar geoglifos conforme você segue para o norte do país, após La Serena, quando a civilização da mais espaço ao deserto. Animais também, conforme a estrada segue, você consegue ver um bicho ou outro, mas especialmente os condores no céu, voando em círculos, tanto na cidade como no deserto. Para quem gosta de fotografia, vale a pena os dois cenários: espaço urbano e natureza. Rende fotos lindas!

2. Cordilheira dos Andes – o Chile é praticamente todo emoldurado pela Cordilheira, de norte a sul. O Egito que me desculpe, sobrevoar o Sinai é incrível, mas sobrevoar a Cordilheira Andina… é uma visão e experiência sem palavras! A Cordilheira proporciona fotos incríveis de dentro do avião, da própria Santiago, e da rodovia principal, margeando o Atacama.

3. Deserto do Atacama – que lugar incrível! O Atacama é cheio de mistérios! Nele, a paisagem se intercala entre um pouco de verde, o azul do céu e o amarelo da areia. É possível ver animais – guanacos, vicuñas, corujas, raposas, vizcachas e condores. Quanto mais dentro do Atacama (por exemplo, em direção a San Pedro de Atacama) mais animais você encontra. Quando mais alto você segue, mais animais de altiplano você encontra também. Aves, como flamingos, de rapina, ou pequeno porte, são amplamente vistas em regiões de conservação ao longo do deserto conforme aumentam as altitudes.

4. Arqueologia – se você gosta de História e Arqueologia, vai adorar percorrer o Chile! Infelizmente não entrei em nenhum museu chileno nas minhas visitas (eu sei, não estou em paz com isso! É minha desculpa pra voltar lá!) mas a quantidade de sítios arqueológicos em cidades e no deserto, me impressionou. Não é bem um Egito onde você “vive” arqueologia em tudo, mas mesmo assim é muita coisa! Quanto mais para o norte, mais você encontra prédios antigos, cidades fantasma, geoglifos. Em alguns pontos a fundo do Atacama, você pode ver traços do Caminho Inca (que segue até o Peru), e de fortalezas Incas.

5. San Pedro de Atacama – uma cidade pequena no meio do deserto! San Pedro é um point para grupos com os mais variados objetivos: ornitólogos (observadores de pássaros), trilheiros (principalmente de moto e 4×4), grupos familiares (famílias com crianças para curtir as lagunas, e passeios com chance de ver vida selvagem), casais (recomendo pra viagem romântica? Sim! Ou melhor, viagem romântica COM aventura. Se você acha que vai levar seu par pra algo paradisíaco e tranquilo, NÃO! É areia, calor, e muita aventura! Mas os passeios conferem momentos inesquecíveis ao casal, acredite!) e viajantes solitários. O legal de San Pedro é que tem tanta gente diferente, de tanto lugar do mundo que, se você for sozinh@, com certeza acabará fazendo amigos!

6. Culinária – abacates! Praticamente em tudo há abacate! Na salada, no sushi, no hamburguer… A culinária chilena é muito leve e saborosa. Tem as carnes, os peixes, e as frutas também. E que frutas! As frutas mais lindas que já vi até o momento! Ah, e tem também o Pisco! O Chile rivaliza com o Peru sobre quem tem o melhor pisco e o melhor ceviche. O Chile também é famoso por suas frutas, seus vinhos e os peixes/frutos do mar. É possível visitar vinícolas em passeios particulares ou em grupo, e algumas delas estão dentro de Santiago. Vale muito a pena comprar vinhos em vinícolas, embora o preço não seja tão diferente assim do que é vendido no mercado, mas a variedade é maior na vinícola, sem contar os souvenires. Dica: tenha em mente os preços dos vinhos no Brasil, pois algumas garrafas não compensam na hora de converter do peso pro real – o valor será o mesmo ou levemente mais caro dependendo do produto. Existe um outlet de vinhos em uma das saídas de Santiago para Viña del Mar, vale a pena uma visita!

7. As pessoas – os chilenos são muito simpáticos e solícitos. Em momento algum (mesmo com essa minha cara de gringa) eu me senti desconfortável por estar andando em algum lugar, inclusive nos lugares mais próximos da fronteira com o Peru onde a miscigenação nativo + europeu é bem menor do que na região central do Chile. Em todos os lugares onde eu precisei adquirir informação, ou nas lojas fazendo compras, eu fui super bem atendida, mesmo que tenha sido uma troca de palavras rápida e direta.

8. Segurança – claro que medo, eu senti. Não vou dizer que não tive medo de andar com o celular no bolso, ou a mochila nas costas em todos os lugares. Mas, parafraseando um guia de quando fui em 2017: “Você deve ser de São Paulo, no Brasil. Só vocês, de São Paulo, andam por aqui com mochila na frente do corpo e bolsa na mão. Aqui não precisa disso. Furtos acontecem? Sim. Mas a punição para roubar um celular, não compensa. Pequenos furtos, não compensam. Então, você vai ver, que os chilenos andam com mochila nas costas, falando no celular, inclusive de noite.” E, em 2020 estive no Chile em janeiro. Um pouco depois do período de manifestações pesadas que acometeram Santiago, mas que ainda aconteciam esporadicamente. E mesmo assim, eu me senti segura em relação a andar na rua e meus pertences. Medo da violência, polícia e manifestantes? Tive. Mas nada que me fizesse pensar que eu seria agredida só por estar andando por lá.

9. Idioma – pelo caráter solícito do povo chileno, é um ótimo lugar para aprender ou praticar espanhol. Eles não falam depressa, e em alguns lugares vão puxar conversa com você. Entendem o português e, por isso, a troca de conhecimento fica muito mais fácil. Portanto, é um ótimo lugar para se fazer um intercâmbio ou viajar sem pacote fechado de grupo turístico. É fácil e tranquilo adquirir informações, chips de celular não são caros (equivalente a R$12,00 +/-) e o sinal de internet funciona muito bem para te ajudar com mapas e tradutores.

10. Estar em casa… mesmo longe! – quem mora em cidade grande como São Paulo, vai se sentir bem estando no Chile. Santiago é como uma São Paulo mais tranquila! Os mesmos produtos e marcas que estamos acostumados a consumir no Brasil, podem ser encontrados no Chile. As mesmas comidas e roupas. Culturalmente, somos muito parecidos, então a adaptação é muito tranquila. Andar de metrô é um pouco diferente, mas há bastante sinalização. O trânsito nem se compara ao de São Paulo, é muito mais fluido e tranquilo. Fazer compras – supermercado ou shopping – também não é um bicho de sete cabeças não!

Fechando o post, o Chile representa uma dessas viagens muito agradáveis sem o risco de dar algo errado. De Santiago você chega Viña del Mar, por exemplo, se quiser ir à praia. Há museus, shopping, muito comércio local, muito lugar para visitar. Devido ao planejamento da cidade, é muito fácil andar sem se perder. Aliás, em todo o Chile encontrei essa facilidade.

Passagens para o Chile não costumam ser exorbitantes e, garimpando a internet, você encontra boas promoções e pacotes. Não vejo a necessidade de usar guia para andar por Santiago, mas recomendo fazer um City Tour no primeiro dia de viagem para se inteirar de outros passeios e lugares da cidade, e, geralmente fechando os passeios com a agência que fez o tour, há um descontinho! 😀 Assim, se quiser economizar em passeios feche os passeios no Chile. Mas se você quer deixar tudo organizado e pago antes de pisar em solo chileno, pesquise e compare preços para você não correr risco de estar pagando muito caro por algo que é barato. A maior parte das agências está acostumada a lidar com turistas brasileiros (e sim, no Chile tem muito brasileiro trabalhando com turismo), então é bem provável que você fale com um atendente que saiba português mesmo negociando com agência chilena.

Por enquanto, é isso!

Em breve retorno com mais do Chile sobre a experiência que foi cruzar esse país de carro!

Acompanhe a série sobre as minhas viagens:

Helena

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O idioma árabe – اللغة العربية

!مرحبا! أنا هيلينا وأدرس اللغة والثقافة العربية

Traduzindo: “Olá! Eu sou a Helena e estudo o idioma e a cultura árabe!”

Vamos conversar um pouco sobre um dos idiomas que tem tido maior destaque ultimamente?

Um pouco de História

O idioma árabe é uma língua de origem semita, relacionada ao hebraico, ao fenício, ao aramaico e ao ugarítico. Isso quer dizer que essas línguas têm as mesmas origens. O árabe é falado por quase 300 milhões de pessoas, sendo o idioma oficial de 26 países. Ele perde em número de falantes para o inglês, o espanhol e o francês. E isso é muito curioso, pois inglês, espanhol e francês são idiomas colonizadores, ou seja, foram difundidos durante a época das grandes navegações e colonizações, durante os séculos XIV, XV e XVI. Mas então como o árabe se espalhou tão rápido se os árabes não foram colonizadores? A língua árabe foi amplamente difundida por causa do Islã. Grande parte de muçulmanos encontram-se na Europa e na América do Norte. E uma das chaves da religião é aprender a ler o Alcorão em árabe, para rezar e meditar na língua materna dessa religião.

Gramática

Estruturalmente, o árabe é escrito/lido da direita para a esquerda, e em nada se parece com o nosso português ou com o inglês. Por isso, nós ocidentais, costumamos dizer que é difícil e confuso de aprender.

O alfabeto é composto por 28 letras, e cada uma possui a sua forma de ser usada em uma palavra, ou seja, a letra muda quando usada no começo da palavra, no meio da palavra ou no final da palavra. Não é como no português, que uma letra tem apenas um formato e acento específico que lhe cabe. Tomemos como exemplo, as letras “Ba” (ب) e “Shin” (ش):

  • ب – ba – fonética: “bá”

Imagem letra Ba

  • ش – shin – fonética: “shá”

imagem letra Shin

Diferentemente dos idiomas latinos, as letras árabes tem formatos diferentes dentro das palavras e usos diferentes, como mostrei acima, isoladamente. E, ainda, há aquelas que não conectam no meio da palavra, ou seja, há um espaço entre uma letra e outra, como se pode ver na palavra café: قهوة.

O alfabeto árabe é composto por 28 letras, e a ordem em que se aprende as letras (como o nosso A, B, C, D) pode variar levemente de uma região para a outra. Conta-se 29 letras, se o hamza(ء) for contado dentro do alfabeto.

Além das letras, há os acentos, que encurtam e alongam as vogais, fecham e abrem os sons das letras. As vogais básicas, são A, I e U. Mas esses acentos as transforam em O e E de acordo com a palavra.

No árabe há, também, sons específicos para cada letra. Algumas letras não possuem sons conhecidos equivalentes no português. Mas, falantes de alemão, por exemplo, terão facilidade em pronunciar algumas letras, que têm o som pronunciado a partir do músculo da garganta.

Árabe Clássico, Falado e Moderno. Quais as diferenças?

Árabe Clássico, é aquele usado no Alcorão. Que costumam nos ensinar nos cursos (um árabe que pode ser usado em qualquer lugar de língua árabe, independente da origem de quem ensina, Líbano, Síria, Jordânia, Egito…) como idioma comum para se ter uma conversa. Ou seja, com o árabe clássico, você consegue se comunicar em qualquer país de língua árabe.

Árabe Falado, é aquele que varia de região para região. As palavras possuem variações na sua pronúncia, assim como acontece com o português, no Brasil. As palavras que usamos em São Paulo, têm uma conotação e pronúncia diferentes do que na Bahia, por exemplo. Aqui, estão as variações linguísticas e regionais, os dialetos, as gírias, a linguagem popular.

Árabe Moderno possui, em seu vocabulário, palavras estrangeiras, e é a língua evoluída e adaptada. Os idiomas nunca deixam de evoluir com a sociedade, eles se adaptam ao contexto em que a sociedade vive naquele momento.

Curiosidades

Atualmente, o árabe é um dos idiomas mais importantes do mundo, e não apenas por causa da religião. Para o mundo dos negócios, é um idioma que está crescendo muito, ao lado do chinês. Hoje, além da religião, a língua árabe tem sido espalhada pelo mundo por meio dos refugiados e imigrantes, que adentram os demais países com sua cultura, culinária, costumes e, claro, o idioma.

O árabe é um dos 6 idiomas oficiais das Nações Unidas, junto com inglês, francês, chinês, russo e espanhol.

Mesmo que você não fale árabe, tenho certeza de que você conhece ou usa palavras de origem árabe constantemente no seu dia a dia. Quer ver?

  • Açúcar          السكر        (sukar)
  • Álgebra         الجبر        (aljabar)
  • Arroz             أرز          (aruz)
  • Azeitona       زيتون        (zaitun)
  • Café                قهوة         (qahua)
  • Limão            ليمون        (laimun)
  • Zero               صفر         (sifr)

 

E então? Se animou pra aprender o árabe, ou se assustou? rs

Em outros posts irei desmistificar mais esse idioma, e trazer algumas aulinhas bem básicas pra vocês. Sou suspeita de dizer que acho um idioma fácil e lindo, pois eu é algo que eu amo estudar!

Por isso, te convido a ficar de olho no blog para as dicas que trarei futuramente para aprender esse idioma!

Até mais! — !إلى اللقاء

 

 

Helena