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Série: Minhas viagens – post 05/06 – Peru 2016

Peru! País de muitas cores, sabores e muita história! Mais um país que eu tinha muita vontade de conhecer, mas que ainda não conheci tudo o que eu gostaria. Conhecer o Peru estava no mesmo roteiro que fiz com meu namorado na época, onde estivemos no Chile de carro em 2016 (se você não leu sobre a primeira parte dessa viagem, clique aqui), ou seja, foram 15 dias no Chile e mais 15 no Peru. Aproveitei bem praticamente todos os meus dias de férias!

Importante! O mesmo tipo de estratégia que usei pra contar sobre minhas experiências no Chile, em dividir em postagens por ano, vou fazer como Peru. Mas no caso peruano, vou dividir as postagens em 3 experiências: Peru geral, Machu Picchu e Lago Titicaca.

Enquanto o Chile foi atravessado da capital até a fronteira ao norte com o Peru, o Peru foi percorrido desde a fronteira ao sul com o Chile, seguindo até o norte em direção a capital. E Lima, conheci tão pouco quanto conheci Santiago na época e é uma cidade para a qual preciso voltar.

Minha impressão geral sobre o povo peruano é que eles são mais desconfiados e mais reservados que os chilenos. Peruanos e chilenos que me perdoem a comparação, mas um turista inevitavelmente percebe essas coisas. Tivemos muito mais facilidade para conseguir informações no Chile. Não estou dizendo que os peruanos não são simpáticos. Pelo contrário! Ser reservado e desconfiado não faz de ninguém uma pessoa antipática! Mas vejam, essas são minhas impressões de 2016. No Peru, especialmente mais ao sul, dependemos um pouco mais da internet das hospedagens para melhorar a leitura de mapas e evitar ao máximo interpelar as pessoas na rua, para não haver nenhum desconforto para nenhumas das partes.

O Peru é um lugar cativante sim. E mesmo que você fuja das aglomerações turísticas, ainda consegue encontrar história, arqueologia e uma dose cavalar de cultura ancestral em qualquer lugar que for, e estou falando do sul à capital. O mesmo orgulho que os egípcios têm pela sua ancestralidade, você encontra no Peru. Tudo se remete às suas heranças indígenas e incas, há referências em todas as partes. Aqui vale uma observação: ao contrário do Brasil e da Argentina, notei mais forte esse orgulho cultural no Chile e no Peru, mas mais presente no Peru. E isso faz do Peru um dos melhores países pra comprar artesanato andino (estou considerando os que eu visitei), tanto pela variedade como pelos preços.

Outro ponto interessante para o turista é que o Peru é um país relativamente barato. Minha maior dica é que você feche todos os passeios turísticos por lá. Quer um exemplo? Macchu Pichu para nós dois custou cerca de 3.000 reais ou menos, fechando o pacote em Cuzco, e quando comprado um pacote do Brasil o valor sobre para quase 7.000 por pessoa. De chorar, né? rs E se sua preocupação é vagas nos grupos ou agências turísticas, não tenha essa preocupação. Programar, é a chave de toda a coisa! 🙂

Assim como no Chile, no Peru come-se bem. E a comida é muito boa! Também em todas as cidades pelas quais passamos vimos muito artesanato. E museus. O Peru tem uma quantidade maior de museus por cidade, o que quer dizer que se você ama história e múmias, vai adorar cada atração que há no Peru.

As paisagens peruanas também são de tirar o fôlego! Vê-se bem menos a Cordilheira, mas em compensação a geografia abençoou as estradas peruanas com visões incríveis para quem ama fotografia. Não só isso, os aventureiros de plantão vão gostar muito de se desafiar nas curvas fechadas à beira de precipícios. Sim, se você acha as estradas brasileiras desafiadoras pelos buracos e falta de manutenção, as peruanas compensam nas curvas fechadas sem muita proteção…!

Agora vamos aos passeios que mais gostei!

Mundo Alpaca

Mundo Alpaca, localizado na cidade de Arequipa, te leva a conhecer o processo de confecção da lã de alpaca. Ensinam a diferença entre as lãs de alpaca, llama e vicuña e você pode ver “em tempo real” como é o processo de produção da lã, desde tosquiar, até o acabamento final dado na peça de lã. Tem alguns desses animais vivendo por lá, e você consegue ficar um pouco mais pertinho deles. Bichinhos simpáticos!

Linhas de Nazca

Sonho realizado! Ou meio realizado! hahaha Em Nazca, você pode e consegue ver as famosas linhas sem precisar alugar um avião. Porém, só vai ver duas das linhas. Por um mirante, é possível ver a Árvore e as Mãos. As Linhas de Nazcas são Patrimônio Histórico da Humanidade, e vou abordar sobre elas no meu blog sobre História, que você pode conhecer clicando aqui. Para visualizar as linhas nas fotos que tirei, clica na foto para ampliar.

Ica

Na cidade de Ica tem uma espécie de oásis, artificial, onde o pessoal desce as enormes dunas usando sandboard. E não é permitido nadar no enorme lago, ao menos, não vi ninguém nadando. Mas barquinhos e pedalinhos estavam navegando por ele.

Minha viagem pelo Peru acabou no maior shopping que eu já vi! No último dia de viagem assisti Capitão América – Guerra Civil (#teamstark) o que significou fechar a viagem com chave de ouro!

Antes de terminar esse post, algumas reflexões sobre aplicações de Inteligência Cultural e, claro, algumas fotinhos mais!

O que aprendi com essa viagem?

  • rivalidades culturais e históricas existem e devem ser levadas a sério, pois podem causar estressantes gafes culturais que geralmente não terminam bem. Ambos chilenos e peruanos se orgulham pelo melhor pisco e pelo melhor ceviche, além de reclamarem para suas origens, além de terem acontecido conflitos armados de origens históricas. Se você não gosta quando ficam provocando Brasil x Argentina, não fique comentando Chile x Peru também. Respeite a cultura do outro se quer que a sua – e você – sejam respeitados também.
  • como eu disse, diferente do povo chileno, os peruanos são mais reservados e mais desconfiados. O que não estragou a viagem, pelo contrário. Convivendo com as pessoas fora da zona de conforto turística (lembrando que fizemos essa viagem por nossa própria conta, em nosso próprio carro, com nosso próprio roteiro) você consegue entender melhor o porquê aquelas pessoas pensam e agem de determinada maneira, e isso quebra todos os preconceitos e barreiras. Você aprende mais e viaja melhor!
  • pesquisar muito sobre um lugar antes de conhecê-lo evita não só as gafes culturais (como mencionei no primeiro item) como te poupa de fazer uma viagem enfadonha. Se você não gosta de ficar cheio de areia, de história e nem de museus, o sul do Peru não é pra você. Se você não quer fazer nenhum tipo de imersão cultural e quer só belas praias e praticidade, pesquise sobre o lugar que quer conhecer para evitar as decepções.

E, vamos para mais fotinhos!

No próximo post vou falar sobre outra parte do Peru: Cuzco e Machu Picchu!

E se você perdeu os outros posts sobre minhas viagens, é só fuçar nos links abaixo:

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Série: Minhas Viagens – post 04/06 – Chile 2020

Enfim, meu último relato sobre minhas experiências no Chile! (por enquanto, né? Vai que eu volto logo? Ainda me falta conhecer o sul do Chile! rs)

Em 2020 tive a oportunidade de estudar em Santiago, em um curso de férias de uma semana (ou, pra ser mais exata, 4 dias). Então, a visão que tive da cidade nessa viagem foi muito diferente porque além do turismo conciliei o tempo com os estudos.

O roteiro dessa viagem foi bem simples. E a organização, mais ainda. E, claro, se não for viagem com perrengue ou desastre, não é a minha viagem!

O curso foi do dia 27 ao dia 30 de janeiro. Mas, cheguei no Chile alguns dias antes com uma das minhas colegas e a professora que seria responsável pela turma. Chegamos antes pois combinamos de passear uns dias no Atacama antes do curso. Elas ainda não conheciam, e eu estava muito feliz por voltar depois de 4 anos!

A viagem já começou com perrengue! Chegamos no aeroporto de Santiago no fim da tarde, e já tínhamos calculado passar parte da noite nele, pois nosso voo pra Calama era um dos primeiros horários. Estava tudo correndo como o programado, até o avião da Sky que nos levou de Santiago para Calama, anunciar que não ia descer em Calama. Nesses dias em que fomos, a região de Calama tinha enfrentado chuvas muito fortes e ventos tão fortes quanto. Nós não sabíamos disso (😅) então foi com certa surpresa que recebemos a notícia de que o aeroporto de Calama estava fechado por causa dos ventos e da intensa neblina. O avião ficou sobrevoando o aeroporto fechado por longos minutos (sim, passou pela minha cabeça a ideia de que o combustível ia acabar e a gente ia cair 😂) até receber autorização do aeroporto de Antofagasta para pousar.

Era mais ou menos 9 horas da manhã (se não me falha a memória) quando chegamos em Antofagasta. E a companhia aérea fez a maior confusão sem saber passar direito as informações para os passageiros de como prosseguir ou do que deveríamos fazer. Então algumas pessoas iam esperar pelo próximo voo pra Calama, mas que era imprevisto, e outras decidiram seguir de carros, ônibus e vans até seus destinos, afinal, Antofagasta ficava a quase 3 horas de carro de Calama, e seria mais rápido do que esperar outros voos se organizarem SE o aeroporto de Calama abrisse. Nós optamos por manter a calma, tomar café e, por fim, decidimos pegar um motorista que nos levasse direto até San Pedro de Atacama.

Conseguido o motorista, enfrentamos uma viagem de 4 horas de Antofagasta até San Pedro. Paramos na Portada, em Antofagasta, para fotos e depois seguimos. Demos a sorte de pegar um motorista simpático que nos levou direto pra a cidade e que ainda nos passou algumas informações turísticas no caminho! E se você está se perguntando se não estávamos cansadas e não dormimos durante o trajeto… bem, sim dormimos! Mas não perdemos nada do caminho porque pra onde se olha nesse trajeto Antofagasta/San Pedro é deserto, deserto e deserto!

Até aqui, por eu já conhecer o Chile, posso dizer seguramente que foi muito fácil para mim manter a calma. E eu estava com ótimas e aventureiras companhias, o que fez da situação um perrengue divertido de se lembrar com boas risadas!

No Atacama, nos hospedamos no Hostal Casa Colque. Acomodação simples (exatamente para quem quer gastar 90% do templo explorando e o restinho descansando!), ótima localização – a 5 minutos do centro de San Pedro – o que nos permitiu fazer muita coisa a pé. Também fomos com o contato de um guia brasileiro que reside em San Pedro e ele foi o responsável por nos ajudar com os passeios, de forma que ficou tudo bem organizado nos deixando com horas livres pra comprinhas e escapadas gastronômicas.

Em San Pedro compramos chips pro celular, comemos empanadas maravilhosas, almoçamos muito bem e demos a sorte de pegar um bom tempo para os passeios. O único passeio que não fizemos foi o do céu noturno, por causa das densas nuvens e das chuvas dos últimos dias. O que fizemos no Atacama:

  • Café da manhã no Trópico de Capricórnio (porque a gente é chique);
  • Lagunas Altiplanicas;
  • Torre do Sino em Toconao;
  • Geisers del Tatio (o MELHOR café da manhã do mundo! Pão com ovo e abacate, e café!)
  • Poblado Machuca (onde experimentei churrasco de llama)
  • Lagunas Escondidas de Baltinache
  • Salar de Tara

E, sim, teve bastante foto de bichos e, claro (ou não seria minha viagem), a van que nos trazia de volta do Salar de Tara quebrou bem no meio da estrada retornando a San Pedro, há poucas horas de corrermos para o aeroporto embarcar para Santiago!

Na volta para Santiago, demos a sorte de o aeroporto de Calama ter reaberto, pois fomos embora domingo após o passeio, e na segunda-feira já tinha aula pela manhã!

Em Santiago, além do curso, conseguimos arrumar tempo para passear. Então, depois que estávamos todas juntas (erámos uma turminha de 6 mulheres rs) planejamos como dividir o tempo entre a faculdade e passear por Santiago. Eis o que fizemos, entre estudar e tempo livre:

  • Costanera Center (sushis de abacate! Ê saudade!)
  • Cerro San Cristóbal
  • Vinícola Undurraga (passeio organizado pela faculdade)
  • Cerro Santa Lucía
  • Palacio de La Moneda
  • Viña del Mar
  • Valparaíso (e eu continuo não curtindo a cidade rs)
  • Monumento a la Victoria de Chacabuco
  • Fronteira Chile/Argentina
  • Laguna del Inca

Sim, fizemos bastante coisa! E bastante coisa deixamos de fazer! Não me canso de Santiago e quero explorar ainda mais! Muitos desses passeios foram feitos no mesmo dia, por exemplo Viña del Mar e Valparaíso. As cidades são pequenas, limítrofes, então dá pra passar a manhã em uma e a tarde em outra. O bom de Santiago é que a estrutura da cidade e o metrô permitem que você conheça vários lugares em um único dia.

Deixei o Chile com o coração apertado, mas voltei ao Brasil com meu espanhol melhorado e ótimas recordações!

Sim, encontramos manifestações, pegamos o reflexo das bombas de gás mesmo estando longe, mas deu tudo certo. Foi meio triste ver Santiago pichada, lojas fechadas, confrontos. Mas ainda assim, foi uma experiência maravilhosa ver um outro lado da cidade que eu nunca imaginei que veria. A volta ao Brasil foi marcada pelo início da propagação da pandemia do covid-19 fora da China, tendo em vista que voltamos ao Brasil no dia 02 de fevereiro e o vírus estava começando a se espalhar pelos aeroportos europeus. O comentário que tinha, na época, era de que uma forte doença, semelhante a uma gripe, estava sendo transmitida nos aeroportos. Até fuçamos as farmácias chilenas por máscaras, mas não encontramos. Cerca de 20 dias depois, o vírus estaria na América Latina chegando com força!

Por enquanto, essa foi minha última visita a Santiago e assim encerro minha saga Chilena. Fecho minha aventura de 3 visitas ao Chile com fotos desta visita de 2020.

Curios@ para saber o que vem no próximo post? Lembrando que ainda tenho que contar sobre duas viagens! O próximo relato será sobre meus 15 dias no Peru, em 2016!

E se você chegou agora e está curioso para saber mais sobre outras viagens que eu já fiz, clica nesses links aqui:

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Série: Minhas viagens – post 04/06 – Chile 2017

No segundo post sobre minhas experiências no Chile, conto sobre a minha semana em Santiago, organizada em conjunto com uma amiga que não falava absolutamente nada de espanhol e seria a primeira experiência dela fora do país.

Na primeira vez em que estive na capital chilena, foi apenas por 24 horas (contei nesse post sobre a viagem de 2016). E em 2017 tive a oportunidade de voltar para ficar uma semana e conhecer de pertinho tudo o que não conheci na viagem anterior.

O planejamento da viagem foi tranquilo porque assim que decidimos viajar, buscamos o auxílio da Latam para nos ajudar. Como era nossa primeira viagem sozinhas fora do país, não queríamos ficar presas a um grupo turístico mas também queríamos a segurança de que alguém poderia nos acudir em uma emergência.

Pela Latam fechamos as passagens, o traslado aeroporto/hotel – hotel/aeroporto e o city tour no primeiro dia em Santiago. Daí, foi só viajar! E tudo isso foi organizado durante o mês de maio, e nós viajamos na segunda semana de junho, sem esperança de pegar muita neve, afinal a neve em Santiago é mais propensa entre julho e agosto.

Nosso voo saindo de São Paulo foi marcado para bem cedinho, assim chegaríamos em Santiago por volta das 12:00, em tempo de almoçar e descansar para o city tour que seria no dia seguinte de manhã. Em Santiago o motorista agendado pela Latam já estava nos esperando no aeroporto e nos levou até o hotel reservado.

Chegando no hotel, colocamos à prova a assistência oferecida pela Latam. O hotel que reservamos disse que não tinha a nossa reserva. Então, peguei os dados da Latam que confirmavam a reserva e, mesmo assim, o homem que nos atendeu insistia que não tinha a reserva e que mesmo depois de achar a solicitação ele não tinha quarto para nos atender. A solução dele foi nos encaminhar para uma “filial” do hotel, em outro ponto de Santiago, distante de onde queríamos ficar. Já estranhamos o caminho que o taxista estava fazendo, e ele mesmo nos alertou para não sairmos sozinhas de noite. Minha amiga, já querendo chorar, queria voltar pro Brasil e eu achando aquilo tudo meio estranho, acalmei ela como pude e seguimos.

O hotel para onde fomos encaminhadas era pior do que tudo o que poderíamos imaginar. E ficava numa localização horrível, longe de qualquer metrô. O atendimento, logo que chegamos, também foi péssimo, e nosso quarto, pior ainda. Depois de nos acalmarmos, entramos em contato com a Latam, explicamos toda a situação e, depois de quase quatro ou cinco horas de nervoso com minha amiga querendo voltar pro Brasil, a Latam conseguiu nos acomodar num simpático hotel, em frente ao Cerro Santa Lúcia, perto de metrô e numa boa localização com vida noturna agradável!

Agora sim, descansadas, e passado o sufoco, pudemos aproveitar a viagem. Fizemos o city tour por Santiago e com a mesma agência do city tour fomos para a vinícola Undurraga, e para o Valle Nevado. E demos muita sorte porque pegamos bastante neve!

Sozinhas e sem agência turística, aproveitamos bastante. Andamos de metrô, passeamos em feirinha, passeamos no Mercado Central (sim, comemos a centolla!), fizemos compras, andamos no Costanera e na avenida principal… Tudo procurando o máximo possível falar em espanhol. Minha amiga que chegou em Santiago falando zero espanhol voltou falando algumas palavras e fez até amizade com uma senhorinha da feirinha do Cerro Santa Lúcia!

O que aprendi com essa viagem (anota aí essas dicas para aumentar sua Inteligência Cultural!):

  • Planejamento é tudo. Independente de você viajar com a assistência de uma agência de turismo, planeje. O planejamento te prepara até para imprevistos.
  • Manter a calma é essencial. O perrengue que passamos com o hotel foi um susto enorme, ainda mais vindo de um contato indicado pela Latam. Mas manter a calma foi a chave para não deixar que essa péssima experiência arruinasse a viagem. Manter a calma te mantém sã e não deixa que boas memórias sejam arruinadas por um incidente. Lembre sempre que não se deve tomar decisões quando se está sobre um nervosismo muito grande!
  • Saber palavras no idioma do país. Uma das melhores dicas de Inteligência Cultural e provavelmente a que eu mais indico a se trabalhar. Porque sabendo um vocabulário básico no idioma do país que você está conhecendo, você expande sua experiência sendo mais independente de tradutores/dicionários/guias, e você não se deixa enganar. O pessoal do hotel para onde nos mandaram (o hotel que deu problema) poderia ter causado um estrago maior à nossa viagem caso uma de nós duas não falasse espanhol. Eles poderiam ter nos enganado e cobrado taxas inexistentes, por exemplo.
  • Não ter medo. Quando viajando sozinh@, não tenha medo de perguntar. Se você não perguntar, vai deixar de conhecer muito lugar legal, aprender uma nova língua e de melhorar a sua viagem!
  • Preste atenção aos seus pertences. Eu esqueci meu cartão de crédito em uma loja do Valle Nevado. Pois é! Estava tão empolgada comprando que não prestei atenção em pegar o cartão de volta depois de finalizar a transação. A minha sorte foi que o pessoal da agência que nos levou conseguiu encontrar meu cartão e me devolveu no dia seguinte!
  • Pensar com a moeda local, e não com a minha moeda. Se você viaja para fora do Brasil e fica toda hora calculando o preço das coisas que está comprando, você está estragando sua viagem. Por que? Porque você já deveria ter incluído no planejamento a parte financeira. Esteja preparado para pagar o câmbio por causa de um saque inesperado, mas se prepare ainda mais para não ter que fazer esse saque. Faça de antemão uma lista do que quer fazer e do que quer comprar e, antes da viagem, calcule em casa o câmbio aproximado. Assim você viaja com segurança e sem perder metade da viagem convertendo o valor dos gastos. Ficar calculando os preços ainda vai evitar que você compre coisas legais ou faça passeios incríveis. Quando em outro país, pense com a moeda local. Esqueça o real, você não está mais no Brasil!
  • Procure viajar de dia. Eu sempre evito viajar de noite (a não ser que eu esteja com agência, como foi o caso do Egito ou precise fazer escala). Viajar de dia e chegando no destino o mais cedo possível vai te dar mais segurança para lidar com os imprevistos como aconteceu com a gente e o incidente do hotel.

Fotos da viagem? Tenho sim! Dá uma olhadinha na galeria abaixo!

Essa viagem me fez perceber que planejar uma viagem e viajar sozinha (ou com uma amiga) é a experiência mais incrível pela qual eu já passei. E o Chile não acaba aqui, no próximo post vou dividir como foi estar de volta ao Atacama e a Santiago, dessa vez como estudante!

Acompanhe os outros posts sobre as minhas viagens:

Helena