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Série: Minhas viagens – post 04/06 – Chile 2017

No segundo post sobre minhas experiências no Chile, conto sobre a minha semana em Santiago, organizada em conjunto com uma amiga que não falava absolutamente nada de espanhol e seria a primeira experiência dela fora do país.

Na primeira vez em que estive na capital chilena, foi apenas por 24 horas (contei nesse post sobre a viagem de 2016). E em 2017 tive a oportunidade de voltar para ficar uma semana e conhecer de pertinho tudo o que não conheci na viagem anterior.

O planejamento da viagem foi tranquilo porque assim que decidimos viajar, buscamos o auxílio da Latam para nos ajudar. Como era nossa primeira viagem sozinhas fora do país, não queríamos ficar presas a um grupo turístico mas também queríamos a segurança de que alguém poderia nos acudir em uma emergência.

Pela Latam fechamos as passagens, o traslado aeroporto/hotel – hotel/aeroporto e o city tour no primeiro dia em Santiago. Daí, foi só viajar! E tudo isso foi organizado durante o mês de maio, e nós viajamos na segunda semana de junho, sem esperança de pegar muita neve, afinal a neve em Santiago é mais propensa entre julho e agosto.

Nosso voo saindo de São Paulo foi marcado para bem cedinho, assim chegaríamos em Santiago por volta das 12:00, em tempo de almoçar e descansar para o city tour que seria no dia seguinte de manhã. Em Santiago o motorista agendado pela Latam já estava nos esperando no aeroporto e nos levou até o hotel reservado.

Chegando no hotel, colocamos à prova a assistência oferecida pela Latam. O hotel que reservamos disse que não tinha a nossa reserva. Então, peguei os dados da Latam que confirmavam a reserva e, mesmo assim, o homem que nos atendeu insistia que não tinha a reserva e que mesmo depois de achar a solicitação ele não tinha quarto para nos atender. A solução dele foi nos encaminhar para uma “filial” do hotel, em outro ponto de Santiago, distante de onde queríamos ficar. Já estranhamos o caminho que o taxista estava fazendo, e ele mesmo nos alertou para não sairmos sozinhas de noite. Minha amiga, já querendo chorar, queria voltar pro Brasil e eu achando aquilo tudo meio estranho, acalmei ela como pude e seguimos.

O hotel para onde fomos encaminhadas era pior do que tudo o que poderíamos imaginar. E ficava numa localização horrível, longe de qualquer metrô. O atendimento, logo que chegamos, também foi péssimo, e nosso quarto, pior ainda. Depois de nos acalmarmos, entramos em contato com a Latam, explicamos toda a situação e, depois de quase quatro ou cinco horas de nervoso com minha amiga querendo voltar pro Brasil, a Latam conseguiu nos acomodar num simpático hotel, em frente ao Cerro Santa Lúcia, perto de metrô e numa boa localização com vida noturna agradável!

Agora sim, descansadas, e passado o sufoco, pudemos aproveitar a viagem. Fizemos o city tour por Santiago e com a mesma agência do city tour fomos para a vinícola Undurraga, e para o Valle Nevado. E demos muita sorte porque pegamos bastante neve!

Sozinhas e sem agência turística, aproveitamos bastante. Andamos de metrô, passeamos em feirinha, passeamos no Mercado Central (sim, comemos a centolla!), fizemos compras, andamos no Costanera e na avenida principal… Tudo procurando o máximo possível falar em espanhol. Minha amiga que chegou em Santiago falando zero espanhol voltou falando algumas palavras e fez até amizade com uma senhorinha da feirinha do Cerro Santa Lúcia!

O que aprendi com essa viagem (anota aí essas dicas para aumentar sua Inteligência Cultural!):

  • Planejamento é tudo. Independente de você viajar com a assistência de uma agência de turismo, planeje. O planejamento te prepara até para imprevistos.
  • Manter a calma é essencial. O perrengue que passamos com o hotel foi um susto enorme, ainda mais vindo de um contato indicado pela Latam. Mas manter a calma foi a chave para não deixar que essa péssima experiência arruinasse a viagem. Manter a calma te mantém sã e não deixa que boas memórias sejam arruinadas por um incidente. Lembre sempre que não se deve tomar decisões quando se está sobre um nervosismo muito grande!
  • Saber palavras no idioma do país. Uma das melhores dicas de Inteligência Cultural e provavelmente a que eu mais indico a se trabalhar. Porque sabendo um vocabulário básico no idioma do país que você está conhecendo, você expande sua experiência sendo mais independente de tradutores/dicionários/guias, e você não se deixa enganar. O pessoal do hotel para onde nos mandaram (o hotel que deu problema) poderia ter causado um estrago maior à nossa viagem caso uma de nós duas não falasse espanhol. Eles poderiam ter nos enganado e cobrado taxas inexistentes, por exemplo.
  • Não ter medo. Quando viajando sozinh@, não tenha medo de perguntar. Se você não perguntar, vai deixar de conhecer muito lugar legal, aprender uma nova língua e de melhorar a sua viagem!
  • Preste atenção aos seus pertences. Eu esqueci meu cartão de crédito em uma loja do Valle Nevado. Pois é! Estava tão empolgada comprando que não prestei atenção em pegar o cartão de volta depois de finalizar a transação. A minha sorte foi que o pessoal da agência que nos levou conseguiu encontrar meu cartão e me devolveu no dia seguinte!
  • Pensar com a moeda local, e não com a minha moeda. Se você viaja para fora do Brasil e fica toda hora calculando o preço das coisas que está comprando, você está estragando sua viagem. Por que? Porque você já deveria ter incluído no planejamento a parte financeira. Esteja preparado para pagar o câmbio por causa de um saque inesperado, mas se prepare ainda mais para não ter que fazer esse saque. Faça de antemão uma lista do que quer fazer e do que quer comprar e, antes da viagem, calcule em casa o câmbio aproximado. Assim você viaja com segurança e sem perder metade da viagem convertendo o valor dos gastos. Ficar calculando os preços ainda vai evitar que você compre coisas legais ou faça passeios incríveis. Quando em outro país, pense com a moeda local. Esqueça o real, você não está mais no Brasil!
  • Procure viajar de dia. Eu sempre evito viajar de noite (a não ser que eu esteja com agência, como foi o caso do Egito ou precise fazer escala). Viajar de dia e chegando no destino o mais cedo possível vai te dar mais segurança para lidar com os imprevistos como aconteceu com a gente e o incidente do hotel.

Fotos da viagem? Tenho sim! Dá uma olhadinha na galeria abaixo!

Essa viagem me fez perceber que planejar uma viagem e viajar sozinha (ou com uma amiga) é a experiência mais incrível pela qual eu já passei. E o Chile não acaba aqui, no próximo post vou dividir como foi estar de volta ao Atacama e a Santiago, dessa vez como estudante!

Acompanhe os outros posts sobre as minhas viagens:

Helena

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Série: Minhas viagens – post 04/06 – Chile 2016

Como comentei no post anterior sobre minhas viagens, “quebrei” o post sobre o Chile porque ficaria muito extenso. Então, serão 3 posts sobre o Chile, tendo em vista que visitei esse país em anos diferentes, para finalidades diferentes com companhias diferentes. Ou seja, eu não era a mesma pessoa em cada visita que fiz! A única coisa que permaneceu a mesma desde a primeira visita foi o carinho que desenvolvi pelo Chile, por toda a cultura, culinária, passeios, povo e natureza! Voltarei muitas vezes!

Em 2016 tive uma oportunidade muito incrível de conhecer todo o norte do Chile e o sul do Peru de carro em uma viagem que durou cerca de 28 dias. Isso mesmo, de carro! Apenas eu, meu ex-namorado e… o carro! Na época não falei isso pra ele, mas muitas vezes achei que íamos ficar perdidos no meio do deserto! Há 4 anos tínhamos GPS no 4×4, mas mesmo assim eu fiquei com medo! hahaha

2016 foi a primeira vez que visitei o Chile. Meu ex já estava em Santiago com o carro, e me encontrou no aeroporto. Ele já conhecia a cidade, então me levou rapidinho pra conhecer o centro e andar de metrô porque logo no dia seguinte seguiríamos para Valparaíso. Portanto, não é nesse post que falarei sobre Santiago, porque eu jurei que voltaria para conhecer a capital. Aguardem, pois no próximo post sim, falarei sobre Santiago!

No Chile você não precisa chegar falando espanhol, e os chilenos vão te ajudar com o vocabulário. Eu coloquei meu espanhol à prova com essa viagem e foi um enorme aprendizado; ou eu me comunicava ou eu não ia aprender nunca e, principalmente, não ia aproveitar absolutamente nada da viagem! Afinal, eu não podia depender só do meu namorado para falar por mim e traduzir coisas que eu entendia. Então não parta do pressuposto que os outros precisam te entender só porque você é turista. Coloque em prática um ensinamento de Inteligência Cultural: aprenda algumas palavras em espanhol (ou do país que você for visitar) pois irá melhorar sua experiência, sua comunicação e enriquecer sua viagem.

Vou contar pra vocês sobre algumas das cidades do roteiro que fizemos e mais me marcaram, seguindo de Santiago até a fronteira com o Peru! Nessa viagem eu estava muito ansiosa pelo tempo que eu ia passar fora (praticamente um mês) e pela novidade que ia ser pois a viagem foi planejada do zero, sem a assistência de agências de turismo. Os passeios que fizemos, especialmente no Peru, foram contratados no local mesmo. Tudo foi arranjado usando internet e a vontade de conhecer e desbravar cada novidade que o dia trazia.

E foi com essa viagem que eu quebrei o tabu de viajar sozinha e de “ter medo” de falar com as pessoas!

Valparaíso

Estive duas vezes em Valparaíso (2016 e 2020) e vou confessar: não gostei muito. Valparíso é uma cidade “bonitinha”, bem colorida. Mas ela tem um projeto muito desorganizado! rs (talvez por isso eu não goste tanto!) É uma cidadezinha apertada – dois carros tentarem passar pela mesma rua é um desafio dos deuses! – construída em um morro. Ou seja, as ruas são praticamente todas íngremes. Eu é que não dirijo nesse lugar mas nem que me paguem, a chance pro desastre é enorme! Frequentemente os brasileiros comparam Valparaíso com as favelas do Rio de Janeiro; a diferença é que Valparaíso não é uma favela, ela foi projetada assim. Valparaíso tem sim uma vista maravilhosa do principal porto chileno, e é sim uma cidade simpática e com bastante atração e comidas maravilhosas. Mas eu esperava muito mais. Do meu ponto de vista (minha impressão pessoal, ok?) é muito marketing pra pouca fidelidade à realidade.

Antofagasta

Em Antofagasta há atrações turísticas e, talvez, a mais famosa seja a La Portada, um monumento de pedra que lembra um grande acesso em forma de arco. Antofagasta é uma das cidades mais importantes do norte do Chile, com shoppings, museus e outras atrações, como as ruínas arqueológicas de Huanchaca. Quem é de cidade grande vai se adaptar fácil a essa cidade, assim como em Santiago. Uma cidade que eu voltaria com o maior prazer para conhecer mais!

San Pedro de Atacama

Ah, San Pedro! Quem vai ao Chile recomendo muito que se programe para ir a San Pedro! Fomos de carro desde Antofagasta (outra opção é ir de avião, mas conto no terceiro post sobre isso), o que dá cerca de 4 horas ou menos de viagem. 4 dias são suficientes para fazer bastante coisa! Se quiser curtir ao máximo essa cidadezinha apaixonante, 1 semana valerá a pena!

San Pedro de Atacama é uma cidade muito acolhedora, e feita para quem gosta de aventura e natureza. O mundo todo está em San Pedro pois você escuta todos os idiomas possíveis nas ruas e nos restaurantes. Se for viajar sozinho, fará amizades com certeza! Não recomendo para viagens muito românticas (apesar de ter passeios com paisagens de tirar o fôlego!) a não ser que seja um casal que não se importe com luxos e goste de criar novas e ótimas memórias! San Pedro é lugar para levar a família pois tem passeios que agradam a todos, desde as lagunas, até visitar sítios arqueológicos, museus de astrologia e arqueologia, feirinhas ( ❤ ) e observação da natureza. Há alguns hotéis com instalações que podem agradar as crianças, porém são mais caros do que a média das hospedagens comuns. Bebês? Não recomendo porque além da alta altitude em que se encontra a cidade, o clima é muito seco (lembre que ela está localizada no coração do Atacama, o deserto mais árido do mundo!); então, se for levar crianças, leve crianças maiores. As acomodações na cidade tendem a ser um pouco mais rústicas, mas ainda assim confortáveis. Quando nos hospedamos em San Pedro, escolhi para nós barracas de camping. Lição aprendida na marra porque no deserto faz mesmo muito frio de madrugada (eu sabia, mas queria sentir a experiência HAHAHA) e, se você tem a imaginação fértil como eu, talvez não durma direito pensando nos milhares de seres noturnos do deserto que poderão estar à espreita da sua barraca ou de ovnis que podem estar sobrevoando o Atacama enquanto você dorme em uma barraquinha!

Então, segue uma lista de algumas coisas para fazer em San Pedro sozinho, em casal, ou em família/amigos:

  • Lagunas
  • Geisers del Tatio (o espetáculo acontece lá pelas 06:00/antes, e é frio abaixo de zero!)
  • Termas de Puritama
  • Sítios arqueológicos
  • Museus de astronomia e arqueologia
  • Feirinhas de artesanato
  • Ótimos restaurantes
  • Observar as estrelas (os famosos passeios noturnos no deserto)
  • Ornitologia (observar pássaros)

Só para constar: o Atacama é considerado o deserto mais árido do mundo, mas nas duas vezes em que estive lá, 2016 e 2020 choveu. Pois é. Dei sorte, ou dei azar? Meu ex dizia que eu tinha pé frio pra atrair chuva… Tirem suas próprias conclusões!

Iquique

Em Iquique tem o “shopping” da Zona Franca, mas não compensou comprar nada, estava mais em conta e com maior variedade comprar coisas pela cidade. Em Iquique, também, é possível avistar lobos marinos (leões marinhos) próximos às feiras de peixe e frutos do mar. Saindo de Iquique seguindo para Arica (fronteira com o Peru) há alguns geoglifos, como o Gigante de Tarapaca, uma figura humanoide gigante gravada em uma montanha (gente, pra ver esse gigante o carro atolou na areia! A areia ao redor da montanha é tão macia e fofa que o carro deu uma leve afundada!). Há também um museu de antropologia conforme mais se aproxima de Arica.

Aqui fizemos uma passagem interessante pela cidade fantasma de Humberstone. Ela fica exatamente onde a Panamericana (principal rodovia que cruza o Chile) tem o acesso para Iquique. Eu gostaria de ter parado para ver a cidade, mas ela não estava programada. Estávamos cansados, com calor e com fome, e na época não sabíamos o quão assombrada era Humberstone. Mas, está aí mais uma desculpa para voltar ao Chile (claro, a louca dos fantasmas)!

Arica é onde terminou nossa viagem pelo Chile, que é a cidade que faz fronteira com o Peru. É uma ótima cidade para descansar, tirar fotos e fazer compras. Nos disseram que seria melhor fazer compras em Tacna (no Peru após a fronteira), mas quando chegamos em Tacna os preços eram os mesmos!

Minha impressão dessa viagem que fiz em 2016 foi a melhor de todas, e foi essa experiência que abriu minha imaginação para caçar mais aventuras, testar minhas habilidades de Inteligência Cultural pelo mundo e criar ótimas memórias. Postos de gasolina são raríssimos ao longo da Panamericana e, mais comuns, são cemitérios, cidades fantasmas e pequenos monumentos feitos para os mortos ao longo das estradas.

Foram cerca de 13 dias cortando o Atacama de carro, falando espanhol, comendo culinária chilena e tendo a Cordilheira como companheira dessa breve travessia! O chile me surpreendeu muito pois eu achava que veria só vinho, pisco, futebol e ceviche. E para a minha surpresa, vi muito mais do que eu esperava e ainda há muito para eu descobrir!

Principal lição aprendida com essa experiência: viajar de mente aberta, com curiosidade, e sem medo do que irei aprender!

Vamos para algumas fotos dessa viagem? 😀

Acompanhe a série sobre as minhas viagens:

Helena

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Série: Minhas viagens – post 04/06 – Chile

Esse vai ser um post que me dará a maior alegria em produzir! Estive 3 vezes no Chile com objetivos diferentes, com pessoas diferentes para ver lugares diferentes, e em épocas diferentes. E nas três vezes que voltei do Chile, pensei: “como amo esse lugar!”

Se eu tivesse que trocar minha São Paulo, Santiago, a capital chilena, está sem dúvida no “Top 3” das cidades favoritas que conheci, onde eu moraria sem problema algum. Os motivos pra tanto amor, você vai conhecer e entender logo mais! ❤

Como eu comentei, estive 3 vezes no Chile. Ao todo, deve dar uns 50 dias de viagem. Então, pra não ficar um post muito longo e cansativo, eu vou dividir em três postagens, da forma mais detalhada possível essas 3 idas a esse país incrível, e que ainda tenho muito o que desbravar! Esse post vai ser organizado pelas minhas três viagens, da seguinte maneira:

  • Parte 01: Viagem de carro, de Santiago até Arica (2016)
  • Parte 02: Viagem turística (2017)
  • Parte 03: Turismo + estudos (2020)

Resolvi fazer assim para que vocês aproveitem mais da leitura e possam conhecer mais do Chile sem que eu perca detalhes. E as fotos…? Para não estragar as narrativas, não darei spoilers! Fotos só nos próximos posts!

Já pela divisão da postagem em 03 partes, dá pra imaginar o tanto de coisa que eu tenho para falar e como foram muito diferentes as experiências. De uma forma geral, o que posso comentar antes de abrir a experiência com a parte 01, é que o Chile é um lugar que merece muito ser visitado e revisitado.

Listei 10 motivos (a partir das minhas experiências e não de listas da internet) para te convencer a visitar o Chile:

1. Paisagens e fauna maravilhosas – Cordilheira dos Andes, Deserto do Atacama, Oceano Pacífico, praias, arquitetura… Não é difícil encontrar geoglifos conforme você segue para o norte do país, após La Serena, quando a civilização da mais espaço ao deserto. Animais também, conforme a estrada segue, você consegue ver um bicho ou outro, mas especialmente os condores no céu, voando em círculos, tanto na cidade como no deserto. Para quem gosta de fotografia, vale a pena os dois cenários: espaço urbano e natureza. Rende fotos lindas!

2. Cordilheira dos Andes – o Chile é praticamente todo emoldurado pela Cordilheira, de norte a sul. O Egito que me desculpe, sobrevoar o Sinai é incrível, mas sobrevoar a Cordilheira Andina… é uma visão e experiência sem palavras! A Cordilheira proporciona fotos incríveis de dentro do avião, da própria Santiago, e da rodovia principal, margeando o Atacama.

3. Deserto do Atacama – que lugar incrível! O Atacama é cheio de mistérios! Nele, a paisagem se intercala entre um pouco de verde, o azul do céu e o amarelo da areia. É possível ver animais – guanacos, vicuñas, corujas, raposas, vizcachas e condores. Quanto mais dentro do Atacama (por exemplo, em direção a San Pedro de Atacama) mais animais você encontra. Quando mais alto você segue, mais animais de altiplano você encontra também. Aves, como flamingos, de rapina, ou pequeno porte, são amplamente vistas em regiões de conservação ao longo do deserto conforme aumentam as altitudes.

4. Arqueologia – se você gosta de História e Arqueologia, vai adorar percorrer o Chile! Infelizmente não entrei em nenhum museu chileno nas minhas visitas (eu sei, não estou em paz com isso! É minha desculpa pra voltar lá!) mas a quantidade de sítios arqueológicos em cidades e no deserto, me impressionou. Não é bem um Egito onde você “vive” arqueologia em tudo, mas mesmo assim é muita coisa! Quanto mais para o norte, mais você encontra prédios antigos, cidades fantasma, geoglifos. Em alguns pontos a fundo do Atacama, você pode ver traços do Caminho Inca (que segue até o Peru), e de fortalezas Incas.

5. San Pedro de Atacama – uma cidade pequena no meio do deserto! San Pedro é um point para grupos com os mais variados objetivos: ornitólogos (observadores de pássaros), trilheiros (principalmente de moto e 4×4), grupos familiares (famílias com crianças para curtir as lagunas, e passeios com chance de ver vida selvagem), casais (recomendo pra viagem romântica? Sim! Ou melhor, viagem romântica COM aventura. Se você acha que vai levar seu par pra algo paradisíaco e tranquilo, NÃO! É areia, calor, e muita aventura! Mas os passeios conferem momentos inesquecíveis ao casal, acredite!) e viajantes solitários. O legal de San Pedro é que tem tanta gente diferente, de tanto lugar do mundo que, se você for sozinh@, com certeza acabará fazendo amigos!

6. Culinária – abacates! Praticamente em tudo há abacate! Na salada, no sushi, no hamburguer… A culinária chilena é muito leve e saborosa. Tem as carnes, os peixes, e as frutas também. E que frutas! As frutas mais lindas que já vi até o momento! Ah, e tem também o Pisco! O Chile rivaliza com o Peru sobre quem tem o melhor pisco e o melhor ceviche. O Chile também é famoso por suas frutas, seus vinhos e os peixes/frutos do mar. É possível visitar vinícolas em passeios particulares ou em grupo, e algumas delas estão dentro de Santiago. Vale muito a pena comprar vinhos em vinícolas, embora o preço não seja tão diferente assim do que é vendido no mercado, mas a variedade é maior na vinícola, sem contar os souvenires. Dica: tenha em mente os preços dos vinhos no Brasil, pois algumas garrafas não compensam na hora de converter do peso pro real – o valor será o mesmo ou levemente mais caro dependendo do produto. Existe um outlet de vinhos em uma das saídas de Santiago para Viña del Mar, vale a pena uma visita!

7. As pessoas – os chilenos são muito simpáticos e solícitos. Em momento algum (mesmo com essa minha cara de gringa) eu me senti desconfortável por estar andando em algum lugar, inclusive nos lugares mais próximos da fronteira com o Peru onde a miscigenação nativo + europeu é bem menor do que na região central do Chile. Em todos os lugares onde eu precisei adquirir informação, ou nas lojas fazendo compras, eu fui super bem atendida, mesmo que tenha sido uma troca de palavras rápida e direta.

8. Segurança – claro que medo, eu senti. Não vou dizer que não tive medo de andar com o celular no bolso, ou a mochila nas costas em todos os lugares. Mas, parafraseando um guia de quando fui em 2017: “Você deve ser de São Paulo, no Brasil. Só vocês, de São Paulo, andam por aqui com mochila na frente do corpo e bolsa na mão. Aqui não precisa disso. Furtos acontecem? Sim. Mas a punição para roubar um celular, não compensa. Pequenos furtos, não compensam. Então, você vai ver, que os chilenos andam com mochila nas costas, falando no celular, inclusive de noite.” E, em 2020 estive no Chile em janeiro. Um pouco depois do período de manifestações pesadas que acometeram Santiago, mas que ainda aconteciam esporadicamente. E mesmo assim, eu me senti segura em relação a andar na rua e meus pertences. Medo da violência, polícia e manifestantes? Tive. Mas nada que me fizesse pensar que eu seria agredida só por estar andando por lá.

9. Idioma – pelo caráter solícito do povo chileno, é um ótimo lugar para aprender ou praticar espanhol. Eles não falam depressa, e em alguns lugares vão puxar conversa com você. Entendem o português e, por isso, a troca de conhecimento fica muito mais fácil. Portanto, é um ótimo lugar para se fazer um intercâmbio ou viajar sem pacote fechado de grupo turístico. É fácil e tranquilo adquirir informações, chips de celular não são caros (equivalente a R$12,00 +/-) e o sinal de internet funciona muito bem para te ajudar com mapas e tradutores.

10. Estar em casa… mesmo longe! – quem mora em cidade grande como São Paulo, vai se sentir bem estando no Chile. Santiago é como uma São Paulo mais tranquila! Os mesmos produtos e marcas que estamos acostumados a consumir no Brasil, podem ser encontrados no Chile. As mesmas comidas e roupas. Culturalmente, somos muito parecidos, então a adaptação é muito tranquila. Andar de metrô é um pouco diferente, mas há bastante sinalização. O trânsito nem se compara ao de São Paulo, é muito mais fluido e tranquilo. Fazer compras – supermercado ou shopping – também não é um bicho de sete cabeças não!

Fechando o post, o Chile representa uma dessas viagens muito agradáveis sem o risco de dar algo errado. De Santiago você chega Viña del Mar, por exemplo, se quiser ir à praia. Há museus, shopping, muito comércio local, muito lugar para visitar. Devido ao planejamento da cidade, é muito fácil andar sem se perder. Aliás, em todo o Chile encontrei essa facilidade.

Passagens para o Chile não costumam ser exorbitantes e, garimpando a internet, você encontra boas promoções e pacotes. Não vejo a necessidade de usar guia para andar por Santiago, mas recomendo fazer um City Tour no primeiro dia de viagem para se inteirar de outros passeios e lugares da cidade, e, geralmente fechando os passeios com a agência que fez o tour, há um descontinho! 😀 Assim, se quiser economizar em passeios feche os passeios no Chile. Mas se você quer deixar tudo organizado e pago antes de pisar em solo chileno, pesquise e compare preços para você não correr risco de estar pagando muito caro por algo que é barato. A maior parte das agências está acostumada a lidar com turistas brasileiros (e sim, no Chile tem muito brasileiro trabalhando com turismo), então é bem provável que você fale com um atendente que saiba português mesmo negociando com agência chilena.

Por enquanto, é isso!

Em breve retorno com mais do Chile sobre a experiência que foi cruzar esse país de carro!

Acompanhe a série sobre as minhas viagens:

Helena