Publicado em Brasil, Cultura, Viagens

Série: Minhas viagens – post 03/06 – Maceió

Em 2015 tive a oportunidade de conhecer Maceió, capital do Estado de Alagoas. Foi a primeira viagem de avião que fiz para outro Estado brasileiro. Fiquei cinco dias nesse lugar lindo, com pessoas acolhedoras, de comida maravilhosa e uma paisagem incrível!

Maceió foi uma viagem que fechei às pressas sem me programar. Ganhei na empresa uns dias antes do Natal (uma semana) e resolvi fechar uma viagem. Como eu nem tinha programado nada, essa foi a opção mais em conta que tinha na época do Natal. Então, fui!

Está aí um lugar que eu voltaria com certeza só para passear pelas praias e ficar horas olhando para o mar! Isso, inclusive, foi uma coisa que me impressionou: a limpeza das praias. Comparadas às praias de São Paulo… bom, nem tem como comparar! Mas não pense que foi só coisa boa. Tive uma grande decepção que foi a Praia do Francês. Lotada e a mais suja das praias que visitei. Nem a cor do mar compensou ficar lá. Foram 15 minutos para nunca mais… Em compensação, Praia do Gunga, Paripueira, Pajuçara… ❤

Outra coisa que me fez me apaixonar por Maceió foi a comida. Quando estou viajando, evito ao máximo comer coisas com as quais já estou habituada em São Paulo. Assim, tento sempre comer o que é típico ou fora do meu habitual. E que comida boa! rs Sabores e cores muito diferentes! O restaurante que mais gostei, Bodega do Sertão, foi o que ofereceu a comida que achei mais gostosa durante os cinco dias que fiquei! Parecia literalmente comida feita em casa, sem aqueles requintes de restaurante!

E, claro, as pessoas! O que mais estranhei é a calma com que as pessoas resolvem as coisas. Mas entendam, eu nasci, e cresci em São Paulo. Em São Paulo, o stress e a correria estão no nosso DNA, fazem parte de quem somos desde o berço! Foi meio estranho para mim ter que desacelerar da rotina Paulistana e simplesmente aproveitar. E o trânsito? Que estranho não ver engarrafamentos! rsrsrs

Com certeza, eu voltaria para Maceió. Ainda tenho muito do Brasil para conhecer, mas Maceió definitivamente é um lugar para o qual eu voltaria e indico para quem quer férias tranquilas, com paisagem maravilhosa e comida boa!

Confira aqui os outros posts da série sobre as minhas viagens:

Publicado em Brasil, Cultura, Egito, Exposições, História, Mundo, Tecnologia, Viagens

Visitando o Mundo em tempos de reclusão

Por Helena Salgado

Com a indicação atual para não sairmos de casa em função da pandemia de Covid-19, muitos países estão adotando um sistema de quarentena impedindo – em alguns lugares com punições – que as pessoas circulem pelas cidades afetadas sem necessidade.

Quando o cenário mundial foi bruscamente alterado para conter a disseminação de um vírus, como fica a questão das viagens turísticas? E aquela viagem dos sonhos que precisou ser cancelada por causa do Coronavírus?

Pensando nisso, muitos países abriram as portas de seus museus, parques e monumentos permitindo às pessoas realizarem tours online, no conforto de suas casas. Alguns links pedem que o usuário tenha em seu aparelho o aplicativo Google Arts & Culture (recomendo que baixem o app, vale MUITO a pena!).

Essa é uma ótima maneira para se conhecer um lugar novo, aquele lugar dos sonhos, e até replanejar ou criar uma viagem incrível para ver de perto os mesmos lugares que podemos ver online.

Organizei uma lista com alguns tours virtuais imperdíveis de parques, museus e sítios arqueológicos de diferentes países. Dá uma olhadinha:

Austrália:

Brasil:

Egito:

Espanha:

Estados Unidos:

França:

Inglaterra:

Itália:

Japão:

Noruega:

Vaticano:

Vietnã:

Aproveite os tours para conhecer o mundo sem sair de casa e já planeje sua próxima viagem para conhecer de perto esses lugares maravilhosos!

Fontes:

Publicado em Brasil, Medicina, Mundo, Política, Sociedade

Coronavírus, Março 2020

Por Raquel Sallum

No momento em que a Terra parou, no mês de março do ano de 2020, a sociedade brasileira foi submetida a uma quarentena devido a invasão de um misterioso vírus de nome Corona (Covid-19), que, por sinal, simbolicamente lembra uma coroa. Tendo iniciado seu reinado em nosso planeta no segundo semestre do ano 2019, ele trouxe à tona inúmeros problemas econômicos, psicológicos, sociais, biológicos e ambientais de uma humanidade saturada. 

No caso brasileiro, manifestações populares pediram socorro. Começamos com os panelaços em nossas varandas contra um presidente inconsequente que fazia escolhas entre salvar vidas ou salvar uma economia falida, como se estivesse jogando roleta russa com o Covid. O sistema rapida e desesperadamente buscou mudanças, atiçando um sistema capitalista falido. A experiência com o Corona tem nos mostrado o quanto somos frágeis; não foi necessária uma Terceira Guerra Mundial para nos provar isso, pois o desastre em mortes causadas pelo vírus, tanto lembra um cenário de guerra. 

Agora, tecnologias tomam as frentes, trazendo informações e aproximando vidas que, na atual conjuntura, apenas as máquinas nos conectariam como humanidade. As escolas e universidades adotaram um novo sistema emergencial de aulas online; as empresas colocaram trabalhadores em modelo home office; os transportes públicos, superlotados, diminuíram a lotação. As ruas passaram a ser mais limpas; ônibus e metrôs passaram a ser higienizados com maior frequência; empresas privadas passaram a voltar suas atividades e economias para auxiliar o setor de saúde – hospitais receberam máquinas e investimento -; estádios de futebol foram transformados em hospitais de campanha emergenciais. As pessoas a as administrações públicas (não o presidente da República, claro) começaram a se preocupar com a higienização das cidades e das famílias, trazendo a importância da limpeza e da higiene como combate ao vírus. A saúde passou a ser uma prioridade e as pesquisas científicas entraram em uma corrida para encontrar a uma cura para o Corona. Porém, na contramão de tanta coisa boa acontecendo, há os aproveitadores, que superfaturam preços de máscaras, álcool em gel, luvas, álcool: artigos simples que em alguns lugares estão custando como se fossem artigos de luxo, tendo o preço subido quase 400%! 

As pessoas, agora, podem olhar internamente para suas vidas e podem compreender sua existência enquanto param. Tiveram que inverter os valores do que realmente importa. Reflexão que não se aplica ao nosso atual presidente da República, senhor Jair Messias Bolsonaro. Com argumentos ilógicos e desconexos, chamando a pandemia de “gripezinha”, insiste para que tudo seja como sempre foi e que continuemos nossas vidas como se uma tragédia não estivesse acontecendo (e em TODO o planeta!). O presidente não quer que a atividade econômica pare, protegendo, assim, os supersalários e benefícios surreais dos ministros – para ele é normal arriscar vidas por um ministério que nada faz pela própria população. 

O Corona trouxe à superfície problemas que estavam escondidos debaixo do tapete da nossa sociedade e do nosso governo, se mostrando uma situação pronta a explodir como uma bomba-relógio. O Covid nos obrigou a fazer uma pausa para pensarmos em nós e em nosso planeta, é só observar como a natureza tem reagido à reclusão humana. Essa pandemia veio como um lembrete do que realmente precisa ser transformado.