Publicado em Cultura, Cultura Árabe, Egito, Idiomas, Inteligência Cultural, Mundo, Negócios

O idioma árabe – اللغة العربية

!مرحبا! أنا هيلينا وأدرس اللغة والثقافة العربية

Traduzindo: “Olá! Eu sou a Helena e estudo o idioma e a cultura árabe!”

Vamos conversar um pouco sobre um dos idiomas que tem tido maior destaque ultimamente?

Um pouco de História

O idioma árabe é uma língua de origem semita, relacionada ao hebraico, ao fenício, ao aramaico e ao ugarítico. Isso quer dizer que essas línguas têm as mesmas origens. O árabe é falado por quase 300 milhões de pessoas, sendo o idioma oficial de 26 países. Ele perde em número de falantes para o inglês, o espanhol e o francês. E isso é muito curioso, pois inglês, espanhol e francês são idiomas colonizadores, ou seja, foram difundidos durante a época das grandes navegações e colonizações, durante os séculos XIV, XV e XVI. Mas então como o árabe se espalhou tão rápido se os árabes não foram colonizadores? A língua árabe foi amplamente difundida por causa do Islã. Grande parte de muçulmanos encontram-se na Europa e na América do Norte. E uma das chaves da religião é aprender a ler o Alcorão em árabe, para rezar e meditar na língua materna dessa religião.

Gramática

Estruturalmente, o árabe é escrito/lido da direita para a esquerda, e em nada se parece com o nosso português ou com o inglês. Por isso, nós ocidentais, costumamos dizer que é difícil e confuso de aprender.

O alfabeto é composto por 28 letras, e cada uma possui a sua forma de ser usada em uma palavra, ou seja, a letra muda quando usada no começo da palavra, no meio da palavra ou no final da palavra. Não é como no português, que uma letra tem apenas um formato e acento específico que lhe cabe. Tomemos como exemplo, as letras “Ba” (ب) e “Shin” (ش):

  • ب – ba – fonética: “bá”

Imagem letra Ba

  • ش – shin – fonética: “shá”

imagem letra Shin

Diferentemente dos idiomas latinos, as letras árabes tem formatos diferentes dentro das palavras e usos diferentes, como mostrei acima, isoladamente. E, ainda, há aquelas que não conectam no meio da palavra, ou seja, há um espaço entre uma letra e outra, como se pode ver na palavra café: قهوة.

O alfabeto árabe é composto por 28 letras, e a ordem em que se aprende as letras (como o nosso A, B, C, D) pode variar levemente de uma região para a outra. Conta-se 29 letras, se o hamza(ء) for contado dentro do alfabeto.

Além das letras, há os acentos, que encurtam e alongam as vogais, fecham e abrem os sons das letras. As vogais básicas, são A, I e U. Mas esses acentos as transforam em O e E de acordo com a palavra.

No árabe há, também, sons específicos para cada letra. Algumas letras não possuem sons conhecidos equivalentes no português. Mas, falantes de alemão, por exemplo, terão facilidade em pronunciar algumas letras, que têm o som pronunciado a partir do músculo da garganta.

Árabe Clássico, Falado e Moderno. Quais as diferenças?

Árabe Clássico, é aquele usado no Alcorão. Que costumam nos ensinar nos cursos (um árabe que pode ser usado em qualquer lugar de língua árabe, independente da origem de quem ensina, Líbano, Síria, Jordânia, Egito…) como idioma comum para se ter uma conversa. Ou seja, com o árabe clássico, você consegue se comunicar em qualquer país de língua árabe.

Árabe Falado, é aquele que varia de região para região. As palavras possuem variações na sua pronúncia, assim como acontece com o português, no Brasil. As palavras que usamos em São Paulo, têm uma conotação e pronúncia diferentes do que na Bahia, por exemplo. Aqui, estão as variações linguísticas e regionais, os dialetos, as gírias, a linguagem popular.

Árabe Moderno possui, em seu vocabulário, palavras estrangeiras, e é a língua evoluída e adaptada. Os idiomas nunca deixam de evoluir com a sociedade, eles se adaptam ao contexto em que a sociedade vive naquele momento.

Curiosidades

Atualmente, o árabe é um dos idiomas mais importantes do mundo, e não apenas por causa da religião. Para o mundo dos negócios, é um idioma que está crescendo muito, ao lado do chinês. Hoje, além da religião, a língua árabe tem sido espalhada pelo mundo por meio dos refugiados e imigrantes, que adentram os demais países com sua cultura, culinária, costumes e, claro, o idioma.

O árabe é um dos 6 idiomas oficiais das Nações Unidas, junto com inglês, francês, chinês, russo e espanhol.

Mesmo que você não fale árabe, tenho certeza de que você conhece ou usa palavras de origem árabe constantemente no seu dia a dia. Quer ver?

  • Açúcar          السكر        (sukar)
  • Álgebra         الجبر        (aljabar)
  • Arroz             أرز          (aruz)
  • Azeitona       زيتون        (zaitun)
  • Café                قهوة         (qahua)
  • Limão            ليمون        (laimun)
  • Zero               صفر         (sifr)

 

E então? Se animou pra aprender o árabe, ou se assustou? rs

Em outros posts irei desmistificar mais esse idioma, e trazer algumas aulinhas bem básicas pra vocês. Sou suspeita de dizer que acho um idioma fácil e lindo, pois eu é algo que eu amo estudar!

Por isso, te convido a ficar de olho no blog para as dicas que trarei futuramente para aprender esse idioma!

Até mais! — !إلى اللقاء

 

 

Helena

Publicado em Brasil, Cultura, Egito, Exposições, História, Mundo, Tecnologia, Viagens

Visitando o Mundo em tempos de reclusão

Por Helena Salgado

Com a indicação atual para não sairmos de casa em função da pandemia de Covid-19, muitos países estão adotando um sistema de quarentena impedindo – em alguns lugares com punições – que as pessoas circulem pelas cidades afetadas sem necessidade.

Quando o cenário mundial foi bruscamente alterado para conter a disseminação de um vírus, como fica a questão das viagens turísticas? E aquela viagem dos sonhos que precisou ser cancelada por causa do Coronavírus?

Pensando nisso, muitos países abriram as portas de seus museus, parques e monumentos permitindo às pessoas realizarem tours online, no conforto de suas casas. Alguns links pedem que o usuário tenha em seu aparelho o aplicativo Google Arts & Culture (recomendo que baixem o app, vale MUITO a pena!).

Essa é uma ótima maneira para se conhecer um lugar novo, aquele lugar dos sonhos, e até replanejar ou criar uma viagem incrível para ver de perto os mesmos lugares que podemos ver online.

Organizei uma lista com alguns tours virtuais imperdíveis de parques, museus e sítios arqueológicos de diferentes países. Dá uma olhadinha:

Austrália:

Brasil:

Egito:

Espanha:

Estados Unidos:

França:

Inglaterra:

Itália:

Japão:

Noruega:

Vaticano:

Vietnã:

Aproveite os tours para conhecer o mundo sem sair de casa e já planeje sua próxima viagem para conhecer de perto esses lugares maravilhosos!

Fontes:

Publicado em Cultura, Egito, Exposições, História, Viagens

Exposição CCBB Egito Antigo – Do Cotidiano à Eternidade

Estive na exposição do CCBB sobre o Egito Antigo! E vou dizer… Fiz bem em reservar ingresso pra mais um dia!

Eu sou suspeita, pois sou apaixonadíssima por Antigo Egito. Estava ansiosa para essa exposição e fui correspondida: as peças são lindas, bem restauradas e conservadas. Confesso que foi emocionante ver de pertinho objetos que eu namorava nos meus livros de Egiptologia!

A exposição traz um pouco de cotidiano, rotina funerária e arte, e dá um gostinho para os brasileiros do que estará por vir no GEM, que inaugura esse ano no Cairo.

A coleção acolhida pelo CCBB veio do Museo Egizio di Turim, na Itália, um dos museus mais importantes sobre cultura egípcia fora do Egito.

A exposição está disposta em 6 andares do CCBB – subsolo, 4° andar, 3° andar, 2° andar, 1° andar e térreo. Começamos o passeio pelo subsolo, seguimos até o 4° andar de elevador, e de lá, fomos descendo de escada pelos outros andares até finalizar nosso passeio no térreo, onde tem a pirâmide em escala com atividades dentro e a lojinha, fora da exposição.

Não, eu não vou contar com detalhes o que tem em cada andar para não estragar o suspense!

Mas, para ter uma ideia, nessa exposição você vai ver maquetes, múmias de animais, uma múmia humana, acessórios, sarcófagos, itens funerários, estatuetas de deuses, uma linda e maravilhosa estátua de Sekhmet, fragmentos de túmulos e sarcófagos (portas falsas, piramidions e altar), um papiro com trecho do Livro dos Mortos, apetrechos para maquiagem… E tem um vídeo no subsolo falando sobre arte, confira!

A lojinha, ao final da exposição, tem livros e presentinhos bem lindinhos e fofos. Os imãs e bottoms são lindos! Eu comprei um livro (Agatha Christie, Akhenaton), um pingente de escaravelho e um bottom, e minha conta deu R$ 70,00. Siiim, um pouquinho salgado! Então minha dica: vá com dinheiro para gastar. Ou, se por acaso você tem viagem marcada para o Egito esse ano, NÃO COMPRE NADA! No Egito, vá ao Khan el Khalili e lá você vai comprar o triplo de coisa pelo valor de uma aqui. Chaveiros, canecas, pingentes, imãs… Se você vai ao Egito esse ano, não compre no CCBB a não ser que queira o temático da exposição.

Trust me!

Para entrar, eu reservei meus ingressos pelo app do Eventim. Não vi ninguém sem ingresso entrando, porém, ouvi relatos de que é possível entrar sem agendar horário/reservar ingresso. O passeio é organizado por fichas, ou seja, entra um número limitado de pessoas em cada sala, pois na entrada recebemos uma ficha que devolvemos ao sair e isso controla o número de pessoas que entra nos espaços.

Fotos são permitidas, porém, sem flash. Respeite, ok? E, inclusive, finalizo esse post com 4 fotos que tirei para aguçar a curiosidade de vocês.

Confira!

Ushabtis. O papel deles era substituir a alma do morto nos campos de trabalho no Além.
Pequeno sarcófago de falcão representando o Deus dos céus e da monarquia, Hórus.
Múmias de gatos e sarcófago para gato.
Detalhe de tampa de sarcófago.

O CCBB fica no Centro de São Paulo, há cerca de 5 minutos a pé da estação de metrô São Bento, linha azul.

Mas corre!! Pois a exposição vai só até o dia 11/05!