Publicado em Cultura, Inteligência Cultural, Mundo, Sociedade, Viagens

Série: Minhas viagens – post 01/06 – Dicas e Inteligência Cultural

Olá!

Com esse post começo uma série de 6 postagens sobre as minhas viagens. Se você me segue no Instagram, já está sabendo sobre a série! Se você não me segue, vou te explicar o que é: muitos dos meus seguidores pediram que eu fizesse um post contando mais sobre minhas viagens e o impacto da Inteligência Cultural nelas. Como seria um post muito extenso e cansativo, resolvi dividir em 6 posts e criar uma série. Os posts abordarão os seguintes assuntos:

  1. Dicas e Inteligência Cultural
  2. Buenos Aires, Argentina
  3. Maceió, Brasil
  4. Chile (de Santigo até a fronteira com o Peru)
  5. Peru (da fronteira com o Chile até Lima)
  6. Egito (de Cairo a Aswan)

Assim, esta é a primeira postagem dessa série, na qual eu darei umas dicas sobre coisas que aprendi sozinha viajando e vou falar também sobre o uso da Inteligência Cultural nas minhas viagens. Então, as dicas começam agora e terminam com o sexto post!

Vamos lá?

Post 01: Dicas de viagem pensando em Inteligência Cultural

Eu sempre tive vontade de viajar para fora do Brasil, desde pequena, mas nunca fui organizada o suficiente ou decidida o suficiente para dar o primeiro passo e tomar vergonha na cara e planejar minhas viagens. Mas, além de tudo isso, eu tinha medo de ter que viajar sozinha e alguma coisa acontecer! Então, minha zona de conforto baseada em conhecer o mundo pelos livros e pela internet estava pra lá de confortável e quentinha! (rs)

Ficar na zona de conforto é legal até certo ponto. A vantagem de ter ficado 29 anos lendo sobre o mundo, sobre culturas, estudando idiomas por conta própria é que eu praticamente conheci o mundo sem sair de casa (#FICAADICA). Quando pequena, um dos meus passatempos favoritos era decorar o Atlas, as fronteiras, e as bandeiras dos países (pensa numa criança bem nerd que trocava as Barbies pelos livros!). Porém, a desvantagem de ter ficado esses 29 anos só lendo sobre o mundo foi que eu passei a refletir que minha vida estava passando e eu estava ficando para trás e meus sonhos de viagem estavam se esvaindo lentamente. Aí, começou a bater um desespero dentro de mim de que minha vida ia acabar e eu sequer tinha conhecido o Egito (meu sonho supremo hahaha)! Eu precisava fazer algo! Então, eu estava esperando o quê?

A oportunidade para viajar veio em 2015, quando ganhei de aniversário uma viagem pra Buenos Aires. Eu parecia uma criança no avião de tão feliz que eu estava! O mais legal de tudo era que essa viagem era completamente independente. Ou seja, nada de guias turísticos. Éramos nós, e um mapa. E só.

E sobre Buenos Aires, contarei mais no post 2 dessa série!

Dicas

A partir dessa primeira viagem, parece que a vida jogou na minha cara um balde de água bem fria. Bem fria mesmo. Como eu enrolei tantos anos por algo tão simples? Eu fiquei tão maravilhada em ter viajado, em ter estado em outra região que, em dezembro do mesmo ano, planejei eu mesma minha primeira viagem. E aí, comecei a viciar nesse negócio de planejar viagens e só ir.

Quando a vida riu enquanto jogava o balde de água na minha cara, ela me ensinou o seguinte:

  • Não tenha medo. Viajar pela primeira vez dá um frio na barriga mesmo. Viajar pra outro país então pela primeira vez, dá um medo enorme sim! Além do idioma ser diferente, a gente fica com medo de não conseguir falar na língua nativa e acontecerem desastres. Mas não tenha medo. Leve um dicionário com você, ou contrate um grupo turístico. Não deixe o medo de que alguma coisa pode acontecer (sabe aquele medo do desconhecido?) atrapalhar uma experiência única na sua vida!
  • Só vai. Já ouviu aquela expressão: “tá no inferno, abraça o capeta”? Então! O avião aterrizou no novo território? SÓ VAI. A vida é muito curta pra gente ter medo ou empacar na expectativa de que alguma coisa ruim vai acontecer ou de que não vamos conseguir aproveitar nada da viagem. (tenho uma experiência muito legal sobre isso pra compartilhar quando eu escrever sobre o Chile! Aguardem!)
  • Prepare a mala com antecedência. Verifique as condições climáticas do lugar e prepare a mala com antecedência, independente da duração da sua viagem. Às vezes, viajar para um país frio pode ser uma boa desculpa pra você NÃO LEVAR aquele casaco que você não quer mais e comprar um novo por lá. Doe essa roupa velha, e volte com uma nova da sua viagem!
  • Certifique-se da documentação necessária ao menos um mês antes de viajar. Alguns países pedem determinados documentos para turistas que podem levar dias para ficarem prontos. Então, quando estiver planejando sua viagem, não esqueça de verificar a documentação necessária.
  • Tenha um dicionário com você e/ou compre um chip. Quando viajar para um país que não fala a sua língua, leve um dicionário ou compre um chip pro celular assim que chegar no país. Os chips são uma ferramenta mais prática, e podem ser adquiridos no próprio aeroporto. Com eles, você tem acesso à internet, tradutor e mapas em tempo real. Mas fique atento às tarifas cobradas dos pré-pagos para controlar a internet e não ter que gastar o dinheiro do táxi com recarga de celular!
  • Planeje com cuidado a parte financeira, inclusive a gorjeta. Quando estiver planejando sua viagem (recomendo fazer com ao menos 3 meses de antecedência dependendo do destino) não esqueça dos detalhes financeiros. Gorjetas, táxis e imprevistos. Tenha dinheiro para os imprevistos. Nem sempre o cartão de crédito vai poder te salvar, então é importante durante o planejamento você calcular uma quantia que lhe garanta segurança caso algo aconteça (você pode perder dinheiro ou esquecer no hotel, acontece!) ou caso você queira evitar usar o cartão e sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Em alguns países é muito comum dar gorjeta tanto pelos serviços como para tirar fotos, por exemplo.

Dicas com um toque de Inteligência Cultural

Agora vamos para dicas mais profundas, transformando dicas básicas em ferramentas pra ajudar você a desenvolver sua inteligência cultural e maximizar a sua experiência em outro lugar. Você pode usar essas dicas viajando para outros países ou pelo Brasil mesmo!

Se você não sabe o que é Inteligência Cultural, vou te contar num breve resumo: é a capacidade de se colocar no lugar do outro culturalmente, e usar as diferenças culturais para desenvolver um ambiente ou relacionamento enriquecedor (não apenas amoroso, mas estou falando de todos os nossos relacionamentos – amizades, profissionais, familiares…).

Seguindo!

  1. Pesquise sobre a região que você quer conhecer. Mesmo que você acabe viajando com um grupo turístico, pesquise sobre o lugar antes. Isso te dará maior segurança e maior prazer quando estiver fazendo a visita. Talvez você consiga se soltar do grupo turístico por alguns minutos e conseguirá compreender ainda mais sobre o que o guia estiver contando (sobre isso, vou falar no post onde conto minha experiência no Egito!)
  2. Quer ir para o exterior, mas está com medo? Comece visitando um país com uma cultural mais parecida com a sua. Por exemplo, você mora no Brasil e quer visitar um outro país, mas está com medo de que algo dê errado? Comece visitando países de cultura semelhante à nossa, preferencialmente países que falem espanhol. Por que? Porque além do idioma ser de mais fácil compreensão para as duas partes (os falantes de espanhol nos entendem bem) a cultura é mais parecida com a brasileira e isso diminui os sustos de um choque cultural. Agora, se você é fluente em inglês, pode sair por aí tranquilo. Vá para a Inglaterra, Estados Unidos ou Canadá. Que tal?
  3. Aprenda um pouco do idioma antes. Lembra da dica que dei no tópico anterior sobre o dicionário ou chip de celular? Vá além e, antes da viagem, aprenda algumas palavras no idioma do país que irá visitar. Isso vai te dar mais segurança ainda e vai ajudar mais que você se locomova pelo lugar e fale com estranhos. E também ajuda a compreender mais alguns aspectos daquela sociedade.
  4. Seja cara-de-pau. É isso mesmo o que você leu! Não tenha vergonha de fazer perguntas, perguntar sobre lugares e pedir informações. Vá às compras! Entre em livrarias! Entre nos cafés! Se você domina o idioma, tente conversar com as pessoas. Claro, sem ser invasivo demais. Restaurantes e livrarias são bons lugares pra você conversar com os atendentes, por exemplo.
  5. Faça um diário de viagens. Leve um caderninho com você ou anote pelo celular sobre todas as suas experiências nesse novo lugar. Crie esse hábito quando estiver viajando, e busque sempre reler de tempos em tempos o que escreveu. Você vai ver como você mudou muito de uma viagem pra outra, e o quanto aprendeu com as novas culturas!
  6. Tenha em mente que o lugar para onde você vai possui suas próprias regras. Não espere chegar em um lugar novo achando que você poderá agir exatamente como age na sua cidade. Adapte-se. Mesmo que você esteja em um grupo turístico, tente se adaptar. Mas por quê? Cada sociedade tem suas próprias regras, sejam elas políticas, religiosas ou de organização. Por isso a importância de se pesquisar muito antes, para evitar cometer o que chamamos de “gafes culturais”. Você sabia que pode ir preso em um país muçulmano por causa da sua roupa ou por causa de bebida? E em alguns lugares da Europa, alguns gestos que nos parecem normais, podem ser ofensivos! Cuidado!
  7. Abra a sua mente, e deixe seus pré-conceitos em casa! Não interessa se você está viajando para outro país, ou pelo Brasil mesmo. Deixe suas pré-concepções em casa. Se você viajar pensando dentro da caixa, imagina a experiência incrível que você vai perder!? Assim, o “pense fora da caixa”, nunca fez tanto sentido, não? Abra sua mente para aquela cultura e sociedade que você vai conhecer. Tente pensar e entender o mundo pelo ponto de vista da cidade/país que você está visitando. Deixe em casa seu ponto de vista político e religioso. Se é pra viajar pra conhecer um outro lugar e só ficar criticando e botando defeito, então por que você vai se dar o trabalho de gastar dinheiro e sair de casa? É melhor que você nem saia, não? Poupe o seu tempo e as pessoas com seu preconceito! Nenhuma sociedade é melhor ou mais perfeita do que outra, todas têm suas peculiaridades, acertos e defeitos. Você não é obrigado a concordar ou aceitar o que a outra cultura oferece/faz, mas tente entender que o que é estranho e errado pra você é comum e pode ser certo para aquela outra pessoa.

Por enquanto, é só…!

Fico por aqui com essas dicas de coisas que eu aprendi viajando e tentando aplicar meus conhecimentos em Inteligência Cultural. Acompanhe o blog, pois em breve volto com o post 02 da série, sobre meus 3 dias em Buenos Aires! Acredite, 3 dias podem fazer uma diferença incrível na vida de uma pessoa!

Confira aqui os outros posts da série sobre minhas viagens:

Helena

Autor:

Olá! Eu sou a Helena! Sou historiadora, secretária executiva trilíngue e atuo na área de inteligência cultural. Amo ler, escrever e viajar!

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