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Série: Minhas viagens – post 02/06 – Buenos Aires

Buenos Aires! Tenho um carinho especial por essa cidade pois foi o primeiro lugar para o qual viajei de avião e para fora do Brasil. E foi uma experiência muito incrível!

Essa viagem durou apenas 3 dias, mas foi o suficiente pra eu ter a certeza de que cultura é um assunto pelo qual eu sou apaixonada. Desde então, tenho viajado em média uma vez por ano.

Fui para Buenos Aires em Outubro de 2015. A viagem durou três dias pois foi encaixada no feriado de 12/10.

Sem dúvida, algo que prendeu muito minha atenção foi a arquitetura. Fiquei apaixonada pela arquitetura clássica que em muito lembra algumas cidades da Europa. Na minha concepção (lembrando que aqui expresso minha opinião pessoal de acordo com a experiência que tive) é uma São Paulo mais tranquila. Assim, foi fácil me locomover e não estranhei tanto estar longe de casa. Ah! Outra coisa que achei muito curiosa foram os táxis pretos e amarelos!

Achei, na verdade, Buenos Aires mais colorida e “simpática” do que eu pensava. A concepção que eu desenvolvi dessa cidade baseada em coisas que li na internet ou ouvia das pessoas (aquela clássica desavença Brasil x Argentina) me fazia pensar que Buenos Aires era uma cidade tão cinza quanto São paulo, de trânsito levemente caótico, gente apressada e desconfiada.

Graças aos bons céus eu estava muito errada!

A parte de Buenos Aires que conheci era bem colorida e alegre, com estabelecimentos cheios de movimento e bastante vida. Trânsito caótico? Nem vi! Achei, inclusive, as ruas organizadas e os argentinos reservados, mas simpáticos. Nada de acordo com a imagem que eu tinha deles. Fui muito bem atendida em todos os lugares onde fui, desde passeio até compras. Metrô não foi um problema, mas a maior parte da visita foi feita a pé. Três dias era pouco tempo para fazer tudo o que eu queria, mas aproveitei o quanto pude! E, mesmo com vergonha, na segunda metade da viagem comecei a soltar mais meu espanhol.

Outra coisa que notei também, é que Buenos Aires não é uma cidade tão suja quanto as pessoas dizem. Ao menos pelos lugares que visitei e pelo tempo que fiquei, não foi algo que me chamou a atenção.

El Ateneo

El Ateneo era o lugar que eu mais queria conhecer. Considerada uma das livrarias mais lindas do mundo, El Ateneo é uma livraria construída dentro de um teatro. Assim, toda a estrutura do teatro foi mantida. Eu poderia ter ficado os três dias da viagem dentro desse lugar, tranquilamente! Lugar gostoso com um café (igual nossas livrarias em shoppings) e uma variedade imensa de livros! O que chega a ser bem curioso, pois a livraria não é tão grande quanto as fotos nos fazem pensar que é.

Sim, eu comprei um livro e marcadores de página! ❤

Você vai pra Buenos Aires? Recomendo muito essa visita!

Havana

Ir a Buenos Aires e não ir no Havana tomar um café, sem chance! Fiz uma parada em uma das lojas da rede, e, mesmo não sendo uma grande fã de doce de leite (acreditem!) eu experimentei. Quando em Roma, faça como os romanos, certo?

Dia 12/10, Dia do Respeito à Diversidade Cultural

Eu não sabia que o dia 12 de outubro também é feriado na Argentina. Então, dei muita sorte em ter assistido um desfile muito legal na Avenida 9 de Julio sobre culturas que compõem os moradores da Argentina. É como se em São Paulo tivéssemos uma festa que celebrasse todas as culturas que fizeram São Paulo se desenvolver.

Só por ter essa data em seu calendário, os argentinos têm meu imenso respeito!

Casa Rosada e Monumentos

Visitei a Casa Rosada sim, e alguns monumentos. Mas não entrei. Como o tempo de viagem era curto, resolvi pular essa visita detalhada. Mas posso dizer que sim, o movimento de turistas é intenso já do lado de fora. Eu não quis arriscar entrar e me deparar com grupos de turistas desses que ficam horas observando as coisas, sendo que eu tinha tão pouco tempo para conhecer o máximo possível da cidade.

Tango!

Ir para Buenos Aires, e não ir a um show de tango, não é ir para Buenos Aires! Foi um espetáculo mais incrível do que eu achei que seria. é uma dança realmente linda! O lugar estava lotado, e os expectadores todos em seus lugares, respeitando o espetáculo. Teve até cavalos no meio da apresentação! (sim, eu fiquei muito animada! hahaha)

O espetáculo que assisti foi no Señor Tango e, infelizmente, eles não permitem (ao menos não quando eu visitei em 2015) que se tire fotos ou grave o espetáculo. Tem sempre um garçom pronto pra chamar sua atenção se vê você com o celular na mão!

Zoológico de Buenos Aires

Visitei sim o Zoo de Buenos Aires (não o de Lujan). Não achei os animais tão descuidados, mas achei poucas variedades de espécies. E ele é bem menor que o nosso de São Paulo, apesar de ser um parque enorme. Minha principal memória foi do tigre branco, separado dos turistas por uma imensa parede de vidro.

O Zoo conta com espécies de animais domésticos (como patos e ovelhas) em estilo “fazendinha”, além de ter animais de espécies selvagens, como elefantes, leões, ursos. Pelo zoo ficam soltos pavões e maras, que são pequenos mamíferos roedores da família das capivaras.

Não notei as mesmas estruturas que há no Zoológico de São Paulo, como centro de reabilitação de animais, berçários, veterinários, centros de treinamento e educação escolar…. Não quer dizer que não exista, apenas não chamou minha atenção se há esses espaços no Zoo de Buenos Aires. Foi super emocionante ficar cara a cara com o tigre branco, e sem dúvida ele era a atração principal no dia em que visitei o zoológico. Mas não é um lugar que eu faria uma segunda visita quando voltar a Buenos Aires.

Comida

Essa, pra mim, é uma das melhores partes de viajar. E eu comi muito bem em Buenos Aires! Carnes, pizzas, empanadas… Voltaria só pra comer tudo de novo! Vale muito a pena fugir dos restaurantes caros e explorar cafés, bares e restaurantes mais discretos. Você vai comer muito bem!

Queijo! Todas as minhas experiências gastronômicas nesses 3 dias que envolveram queijo foram demais! Eu amo queijo! E, pelo visto, os argentinos também!

Eu voltaria para Buenos Aires?

Sim, sem dúvida! 3 dias foi pouco para ver tudo o que eu gostaria. Não visitei La Bombonera, nem tantos centros comerciais como tive vontade, e nem pude explorar a fundo a gastronomia e outros pontos que queria. Mas com certeza vou voltar para ficar mais dias e aprofundar a experiência!

Meus breves dias em Buenos Aires permitiram que eu começasse a explorar um pouco mais da minha consciência cultural, mas na época, eu nem percebi que estava fazendo isso. Foi muito interessante me soltar da minha timidez e falar em espanhol e percorrer a cidade sem o auxílio de um guia turístico. Apenas mapa e curiosidade de sobra! Então sim, sem dúvida quero voltar pra essa cidade que me acolheu em minha primeira experiência fora do meu país e recomendo essa cidade como a primeira experiência fora do país para quem quer visitar lugares fora do Brasil! Será um bom começo!

Veja aqui os outros posts da série sobre minhas viagens:

Por Helena Salgado

*Todas as fotos usadas nesse post são de arquivo pessoal, tiradas durante os dias da minha viagem. Qualquer reprodução sem autorização é proibida e estará sujeita à revisão de direitos autoriais.

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19 de Agosto, dia Nacional do Historiador

No dia 19 de Agosto comemora-se o Dia Nacional do Historiador. O Historiador (tomo por “Historiador” a generalização de homens e mulheres) é o profissional que vasculha o passado, estuda-o em diversas análises e se encarrega de transformar o presente por meio das interpretações. Ou seja, por meio da preservação e compreensão do passado, ensinamos a todas as gerações sobre preservar nossas raízes e evoluir culturalmente baseado no que as sociedades produziram ao longo dos anos.

Neste post, trago 5 curiosidades sobre fatos em História que influenciaram os rumos dessa ciência, e que você provavelmente não sabia! Vamos lá?

Quem é o primeiro Historiador?

Ah, Heródoto! Considerado como o Pai da História, Heródoto deixou relatos muito importantes sobre as sociedades da época em que viveu. Mas ele não foi, de fato, o primeiro historiador.

Nascido por volta de 1281 a.C. (cerca de 800 anos antes de Heródoto), Khaemuaset foi o khaemuasetquarto filho do Faraó Ramsés II, e é a primeira pessoa de que se tem notícia, que se dedicou a pesquisar, registrar e conservar as memórias do passado restaurando templos, túmulos e inscrições. Khaemuaset foi um sacerdote do Deus Ptah e ficou conhecido, já em sua época, como sendo um príncipe que se dedicava a preservar a história do país. Assim, ele é considerado o primeiro Historiador/Arqueólogo/Egiptólogo de que se tem registro. Por causa de seus esforços, muitos monumentos (incluindo alguns na região das Pirâmides) estão preservados até hoje e não caíram no esquecimento.

Por que ele é importante? Khaemuaset é o primeiro historiador e egiptólogo de quem se tem registros. Ele atuou em conservação, restauração e pesquisa. Graças a ele, muitos monumentos foram conservados resistindo até os dias de hoje. Ele foi o primeiro a compreender que se deveria preservar o passado e manter uma memória de identidade viva.

Heródoto, o Pai da História

Heródoto de Halicarnasso é, provavelmente, o mais famoso historiador do mundo – e da História. Ele deixou importantes obras sobre as sociedades que visitou em sua época, obras que ainda hoje são usadas como fontes de pesquisa para referências de sociedades antigas.

Nascido em 785 a.C., em Halicarnasso, hoje Turquia, Heródoto durante a sua vida se herodotodedicou a deixar relatos de guerras, estilos de vida e de suas viagens. Seus relatos foram reunidos em uma obra chamada História. Heródoto foi o primeiro a entender que o passado poderia ser considerado um problema filosófico e que poderia ter influências no comportamento humano e, assim, passou a se dedicar estudá-lo. Por isso, é chamado de o Pai da História.

O problema enfrentado pelas obras de Heródoto é que, apesar de extremamente ricas em detalhes, elas não são consideradas imparciais e confiáveis. Heródoto carrega muito da sua visão de mundo para seus relatos, porém, ele busca registrar o que vê e o que ouve (por exemplo, sobre a construção das pirâmides foi um dos que propagou a “fofoca” de que Quéops prostituía a filha para financiar a construção), infelizmente, sem muita averiguação da veracidade da informação.

Por que ele é importante? Heródoto foi o primeiro pensador a compreender que o estudo do passado poderia influenciar nas atitudes do presente. Registrando suas viagens e impressões, ele deixou um legado que até hoje nos ajuda a compreender sobre povos da antiguidade, e em suas obras estão relatos que se perderam no esquecimento pela falta da prática da história oral.

Nasce a profissão de Historiador

Heródoto foi o “pai da História, mas é Tucídides quem se caracteriza profissionalmente como o primeiro Historiador. Diferente de Heródoto, Tucídides (nascido por volta de 465 a.C., em Atenas) tenta ao máximo narrar os fatos observados com imparcialidade e tenta explicá-los.

Ao longo dos séculos, muitos se dedicaram a pesquisar o passado, e muitos se dedicaram a comprar objetos de outras culturas (contrabando de peças era muito popular e comum) para constituir coleções pessoais. Os primeiros museus foram criados a partir do século XVII e reuniam obras doadas, roubadas e compradas de países visitados por aventureiros e pesquisadores.

Mesmo com ciências como a arqueologia e a egiptologia em alta durante os séculos XVIII e XIX, a profissão de Historiador foi regulamentada como “Historiografia” apenas no final do século XIX.

Por que a profissão de Historiador é importante? Historiadores são os responsáveis por descobrir o passado, assim, preservando as memórias das culturas. Por meio das análises feitas das descobertas e pesquisas, conseguimos compreender mais da nossa identidade enquanto povos, e podemos usar essas análises para melhorar nosso presente e nosso futuro, afinal, o historiador é um profissional versátil que pode se especializar em muitas outras áreas.

Description de l’Égypte

Napoleão Bonaparte organizou a mais famosa expedição arqueológica ao Egito, durante Description de l'Egypto século XVIII, num esforço enorme para entender o país. Em sua expedição, haviam profissionais desenhistas, botânicos, arquitetos, historiadores, linguístas, engenheiros, matemáticos, filósofos… tudo para entender a Terra dos Faraós. Dessa expedição, surgiu um livro chamado Description de l’Egypté, que é uma enciclopédia ilustrada sobre todo o Egito e sua história.

Esta enciclopédia foi publicada pela primeira vez em 1809 e é composta por 10 volumes.

Por que essa obra é importante? Descrição do Egito (tradução literal do francês) foi a primeira grande expedição antropológica e arqueológica de que se tem notícia. Por meio da expedição de Napoleão muito da arquitetura e da arte egípcia foi preservada graças à reprodução de artistas. Essa expedição foi a primeira união entre diversas áreas da ciência para o estudo de uma cultura, sob diferentes perspectivas. Também técnicas de conservação e catalogação começaram a ser desenvolvidas.

19 de Agosto, Dia Nacional do Historiador

No dia 19 de agosto, no Brasil, comemora-se o Dia Nacional do Historiador. Essa data foi joaquim nabucoinstituída em 2009, em homenagem a Joaquim Nabuco.

Joaquim Nabuco nasceu justamente em 19 de agosto e além de ter sido um importante abolicionista, compôs a 27ª cadeira da Academia Brasileira de Letras. Foi, também, advogado, político, diplomata, jurista, orador, jornalista e historiador.

Por que essa data é tão importante? O profissional de História merece ter um reconhecimento próprio e justo, afinal, é o profissional que se dedica a aprender com o passado para evoluir o presente e garantir o sucesso do futuro. O Historiador e o Professor de História são responsáveis por formar opiniões críticas, imparciais e factuais sobre as culturas. A valorização da profissão é importante para o desenvolvimento da própria sociedade, no que diz respeito à conservação de memória, formação de opinião, culturalidade e até desenvolvimento pessoal.

Para saber um pouco mais sobre as curiosidades acima, recomendo os links abaixo:

Khaemuaset (todos os links estão em inglês)

Heródoto

Profissão Historiador

Surgimento dos museus

A expedição de Napoleão ao Egito

Sobre Joaquim Nabuco

Por Helena Salgado

*Créditos de imagens: Google
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Série: Minhas viagens – post 01/06 – Dicas e Inteligência Cultural

Olá!

Com esse post começo uma série de 6 postagens sobre as minhas viagens. Se você me segue no Instagram, já está sabendo sobre a série! Se você não me segue, vou te explicar o que é: muitos dos meus seguidores pediram que eu fizesse um post contando mais sobre minhas viagens e o impacto da Inteligência Cultural nelas. Como seria um post muito extenso e cansativo, resolvi dividir em 6 posts e criar uma série. Os posts abordarão os seguintes assuntos:

  1. Dicas e Inteligência Cultural
  2. Buenos Aires, Argentina
  3. Maceió, Brasil
  4. Chile (de Santigo até a fronteira com o Peru)
  5. Peru (da fronteira com o Chile até Lima)
  6. Egito (de Cairo a Aswan)

Assim, esta é a primeira postagem dessa série, na qual eu darei umas dicas sobre coisas que aprendi sozinha viajando e vou falar também sobre o uso da Inteligência Cultural nas minhas viagens. Então, as dicas começam agora e terminam com o sexto post!

Vamos lá?

Post 01: Dicas de viagem pensando em Inteligência Cultural

Eu sempre tive vontade de viajar para fora do Brasil, desde pequena, mas nunca fui organizada o suficiente ou decidida o suficiente para dar o primeiro passo e tomar vergonha na cara e planejar minhas viagens. Mas, além de tudo isso, eu tinha medo de ter que viajar sozinha e alguma coisa acontecer! Então, minha zona de conforto baseada em conhecer o mundo pelos livros e pela internet estava pra lá de confortável e quentinha! (rs)

Ficar na zona de conforto é legal até certo ponto. A vantagem de ter ficado 29 anos lendo sobre o mundo, sobre culturas, estudando idiomas por conta própria é que eu praticamente conheci o mundo sem sair de casa (#FICAADICA). Quando pequena, um dos meus passatempos favoritos era decorar o Atlas, as fronteiras, e as bandeiras dos países (pensa numa criança bem nerd que trocava as Barbies pelos livros!). Porém, a desvantagem de ter ficado esses 29 anos só lendo sobre o mundo foi que eu passei a refletir que minha vida estava passando e eu estava ficando para trás e meus sonhos de viagem estavam se esvaindo lentamente. Aí, começou a bater um desespero dentro de mim de que minha vida ia acabar e eu sequer tinha conhecido o Egito (meu sonho supremo hahaha)! Eu precisava fazer algo! Então, eu estava esperando o quê?

A oportunidade para viajar veio em 2015, quando ganhei de aniversário uma viagem pra Buenos Aires. Eu parecia uma criança no avião de tão feliz que eu estava! O mais legal de tudo era que essa viagem era completamente independente. Ou seja, nada de guias turísticos. Éramos nós, e um mapa. E só.

E sobre Buenos Aires, contarei mais no post 2 dessa série!

Dicas

A partir dessa primeira viagem, parece que a vida jogou na minha cara um balde de água bem fria. Bem fria mesmo. Como eu enrolei tantos anos por algo tão simples? Eu fiquei tão maravilhada em ter viajado, em ter estado em outra região que, em dezembro do mesmo ano, planejei eu mesma minha primeira viagem. E aí, comecei a viciar nesse negócio de planejar viagens e só ir.

Quando a vida riu enquanto jogava o balde de água na minha cara, ela me ensinou o seguinte:

  • Não tenha medo. Viajar pela primeira vez dá um frio na barriga mesmo. Viajar pra outro país então pela primeira vez, dá um medo enorme sim! Além do idioma ser diferente, a gente fica com medo de não conseguir falar na língua nativa e acontecerem desastres. Mas não tenha medo. Leve um dicionário com você, ou contrate um grupo turístico. Não deixe o medo de que alguma coisa pode acontecer (sabe aquele medo do desconhecido?) atrapalhar uma experiência única na sua vida!
  • Só vai. Já ouviu aquela expressão: “tá no inferno, abraça o capeta”? Então! O avião aterrizou no novo território? SÓ VAI. A vida é muito curta pra gente ter medo ou empacar na expectativa de que alguma coisa ruim vai acontecer ou de que não vamos conseguir aproveitar nada da viagem. (tenho uma experiência muito legal sobre isso pra compartilhar quando eu escrever sobre o Chile! Aguardem!)
  • Prepare a mala com antecedência. Verifique as condições climáticas do lugar e prepare a mala com antecedência, independente da duração da sua viagem. Às vezes, viajar para um país frio pode ser uma boa desculpa pra você NÃO LEVAR aquele casaco que você não quer mais e comprar um novo por lá. Doe essa roupa velha, e volte com uma nova da sua viagem!
  • Certifique-se da documentação necessária ao menos um mês antes de viajar. Alguns países pedem determinados documentos para turistas que podem levar dias para ficarem prontos. Então, quando estiver planejando sua viagem, não esqueça de verificar a documentação necessária.
  • Tenha um dicionário com você e/ou compre um chip. Quando viajar para um país que não fala a sua língua, leve um dicionário ou compre um chip pro celular assim que chegar no país. Os chips são uma ferramenta mais prática, e podem ser adquiridos no próprio aeroporto. Com eles, você tem acesso à internet, tradutor e mapas em tempo real. Mas fique atento às tarifas cobradas dos pré-pagos para controlar a internet e não ter que gastar o dinheiro do táxi com recarga de celular!
  • Planeje com cuidado a parte financeira, inclusive a gorjeta. Quando estiver planejando sua viagem (recomendo fazer com ao menos 3 meses de antecedência dependendo do destino) não esqueça dos detalhes financeiros. Gorjetas, táxis e imprevistos. Tenha dinheiro para os imprevistos. Nem sempre o cartão de crédito vai poder te salvar, então é importante durante o planejamento você calcular uma quantia que lhe garanta segurança caso algo aconteça (você pode perder dinheiro ou esquecer no hotel, acontece!) ou caso você queira evitar usar o cartão e sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Em alguns países é muito comum dar gorjeta tanto pelos serviços como para tirar fotos, por exemplo.

Dicas com um toque de Inteligência Cultural

Agora vamos para dicas mais profundas, transformando dicas básicas em ferramentas pra ajudar você a desenvolver sua inteligência cultural e maximizar a sua experiência em outro lugar. Você pode usar essas dicas viajando para outros países ou pelo Brasil mesmo!

Se você não sabe o que é Inteligência Cultural, vou te contar num breve resumo: é a capacidade de se colocar no lugar do outro culturalmente, e usar as diferenças culturais para desenvolver um ambiente ou relacionamento enriquecedor (não apenas amoroso, mas estou falando de todos os nossos relacionamentos – amizades, profissionais, familiares…).

Seguindo!

  1. Pesquise sobre a região que você quer conhecer. Mesmo que você acabe viajando com um grupo turístico, pesquise sobre o lugar antes. Isso te dará maior segurança e maior prazer quando estiver fazendo a visita. Talvez você consiga se soltar do grupo turístico por alguns minutos e conseguirá compreender ainda mais sobre o que o guia estiver contando (sobre isso, vou falar no post onde conto minha experiência no Egito!)
  2. Quer ir para o exterior, mas está com medo? Comece visitando um país com uma cultural mais parecida com a sua. Por exemplo, você mora no Brasil e quer visitar um outro país, mas está com medo de que algo dê errado? Comece visitando países de cultura semelhante à nossa, preferencialmente países que falem espanhol. Por que? Porque além do idioma ser de mais fácil compreensão para as duas partes (os falantes de espanhol nos entendem bem) a cultura é mais parecida com a brasileira e isso diminui os sustos de um choque cultural. Agora, se você é fluente em inglês, pode sair por aí tranquilo. Vá para a Inglaterra, Estados Unidos ou Canadá. Que tal?
  3. Aprenda um pouco do idioma antes. Lembra da dica que dei no tópico anterior sobre o dicionário ou chip de celular? Vá além e, antes da viagem, aprenda algumas palavras no idioma do país que irá visitar. Isso vai te dar mais segurança ainda e vai ajudar mais que você se locomova pelo lugar e fale com estranhos. E também ajuda a compreender mais alguns aspectos daquela sociedade.
  4. Seja cara-de-pau. É isso mesmo o que você leu! Não tenha vergonha de fazer perguntas, perguntar sobre lugares e pedir informações. Vá às compras! Entre em livrarias! Entre nos cafés! Se você domina o idioma, tente conversar com as pessoas. Claro, sem ser invasivo demais. Restaurantes e livrarias são bons lugares pra você conversar com os atendentes, por exemplo.
  5. Faça um diário de viagens. Leve um caderninho com você ou anote pelo celular sobre todas as suas experiências nesse novo lugar. Crie esse hábito quando estiver viajando, e busque sempre reler de tempos em tempos o que escreveu. Você vai ver como você mudou muito de uma viagem pra outra, e o quanto aprendeu com as novas culturas!
  6. Tenha em mente que o lugar para onde você vai possui suas próprias regras. Não espere chegar em um lugar novo achando que você poderá agir exatamente como age na sua cidade. Adapte-se. Mesmo que você esteja em um grupo turístico, tente se adaptar. Mas por quê? Cada sociedade tem suas próprias regras, sejam elas políticas, religiosas ou de organização. Por isso a importância de se pesquisar muito antes, para evitar cometer o que chamamos de “gafes culturais”. Você sabia que pode ir preso em um país muçulmano por causa da sua roupa ou por causa de bebida? E em alguns lugares da Europa, alguns gestos que nos parecem normais, podem ser ofensivos! Cuidado!
  7. Abra a sua mente, e deixe seus pré-conceitos em casa! Não interessa se você está viajando para outro país, ou pelo Brasil mesmo. Deixe suas pré-concepções em casa. Se você viajar pensando dentro da caixa, imagina a experiência incrível que você vai perder!? Assim, o “pense fora da caixa”, nunca fez tanto sentido, não? Abra sua mente para aquela cultura e sociedade que você vai conhecer. Tente pensar e entender o mundo pelo ponto de vista da cidade/país que você está visitando. Deixe em casa seu ponto de vista político e religioso. Se é pra viajar pra conhecer um outro lugar e só ficar criticando e botando defeito, então por que você vai se dar o trabalho de gastar dinheiro e sair de casa? É melhor que você nem saia, não? Poupe o seu tempo e as pessoas com seu preconceito! Nenhuma sociedade é melhor ou mais perfeita do que outra, todas têm suas peculiaridades, acertos e defeitos. Você não é obrigado a concordar ou aceitar o que a outra cultura oferece/faz, mas tente entender que o que é estranho e errado pra você é comum e pode ser certo para aquela outra pessoa.

Por enquanto, é só…!

Fico por aqui com essas dicas de coisas que eu aprendi viajando e tentando aplicar meus conhecimentos em Inteligência Cultural. Acompanhe o blog, pois em breve volto com o post 02 da série, sobre meus 3 dias em Buenos Aires! Acredite, 3 dias podem fazer uma diferença incrível na vida de uma pessoa!

Confira aqui os outros posts da série sobre minhas viagens:

Helena